Vilanculo: Operadores turísticos e SASOL de costas voltadas


A pretensão da petroquímica sul-africana, SASOL, de levar a cabo uma pesquisa de hibrocarbonetos ao largo do arquipélago de Bazaruto está a ser largamente contestada por operadores turísticos e comunidades locais de Vilanculo e Inhassoro

Na última quarta-feira, decorreu mais um encontro de auscultação pública e, mais uma vez, os operadores turísticos e representantes comunitários disseram não a pretensão da petroquímica sul-africana.

Os operadores turísticos e representantes comunitários de Bazaruto e Inhassoro, argumentam que o Plano de Pesquisa apresentado pela SASOL, “ aponta uma total poluição marinha e destruição dos recifes de corais que constituem o principal atractivo turístico do Arquipélago de Bazaruto”. Também lembraram que este arquipélago concorre a património mundial da humanidade, título que é atribuido pela UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

Outro argumento apresentado pelos que são contra a pesquisa pretendida pela Sasol, é a falta de um mecanismo claro de protecção de animais em vias de extinção. “ Os dugongos, baleias, tartarugas, tubarões e entre outras especiés que fazem milhares de turistas deslocarem-se para Vilanculo e Inhassoro, serão mortos nas actividades de procura de gás e petróleo”

A actividade pesqueira que garante o susteneto de muitas famílias também seria prejudicada, segundo os operadores turísticos e representantes comunitários.

O presidente da Associação de Turismo de Vilanculo, Yassin Amuji, assegurou que, “ os operadores turísticos e todos que vivem directamente da actividade turística, vão se manter unidos na defesa do meio ambiente e assegurar que o turismo continue uma indústria que tal como os recursos minerais contribua para o desenvolvimento do país” A SASOL representada no encontro por Januário Mucavel, responsável pelos projectos sociais nesta empresa, considerou a sessão de auscultação pública produtiva e didática.

O representante do Ministério da Terra Ambiente e Desenvolvimento Rural, Lote Simione, referiu que o governo irá discutir sobre o projecto tendo como base todos os elementos resultantes da sessões de consulta pública "se o posicionamento das comunidades prevalecer teremos dificuldades em avançar”

A petroquímica SASOL que explora gás natural em Panda e Temane na Província de Inhambane, tem sido criticada por investir muito pouco nas comunidades que vivem nas áres onde esta opera. Em algum, momento, o governador de Inhambane Daniel Chapo foi muito crítico em relação a petroquímica sul- africana por esta não se mostrar disponivel a apoiar as comunidades locais mesmo em casos que estas mostrem extrema necessida. ( Redacção com TV Vilanculo)

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