Tropas da Missão da SADC entram em acção a partir desta segunda-feira


O anúncio da recuperação da vila da Mocímboa da Praia aconteceu um dia antes da entrada em acção das tropas dos países membros SADC. Na verdade, o desejo do Governo do Ruanda era de ver as suas tropas a recuperarem a vila da Mocímboa da Praia e os activos mais importantes do Estado, antes da entrada em acção das tropas da SADC. Hoje, 09 de Agosto, o Presidente do Botswana e Presidente em exercício do Órgão de Política, Defesa e Segurança da SADC, Mokgweetsi Masisi, procede ao lançamento oficial da Missão da Força em Estado de Alerta da SADC para Moçambique (SAMIM, na sigla em inglês). A cerimónia que marca o início da intervenção militar regional em Moçambique será testemunhada pelo Presidente da República e Presidente em exercício da SADC, Filipe Nyusi. A missão tem duração de 90 dias (três meses), contados desde 15 de Julho último. Trata-se da data em que estava previsto o início do desembarque de tropas regionais no território nacional, mas tal não aconteceu porque Moçambique atrasou a assinatura do Acordo sobre o Estatuto das Forças com o bloco regional1 . A assinatura do referido acordo é indispensável para que forças militares de um país estrangeiro se juntassem a uma missão local. Com 1.495 homens e meios terrestres, aéreos e marítimos, África do Sul é o Estado- -membro da SADC que destacou o maior contingente militar para Cabo Delgado. Botswana, país que preside ao Órgão de Política, Defesa e Segurança da SADC, enviou 296 militares; Zimbabwe enviou 304 homens para formarem as forças de defesa moçambicana; Angola mandou 20 assessores militares e uma aeronave de reconhecimento; e Namíbia contribuiu com cerca de 400 mil dólares. Apesar de sido o único Estado- -membro da SADC que manifestou publicamente que não iria destacar as suas tropas, Tanzânia parece ter mudado de opinião. Fontes do CDD baseadas em Pemba afirmaram ter visto uma aeronave da forças armadas das Tanzânia descarregando tropas e equipamento militar no aeroporto local. (CDD – Centro para Democracia e Desenvolvimento)

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