Tribunal manda soltar jornalistas “indiciados de corrupção passiva” por inexistência de crime


O Tribunal Judicial da Provincia de Sofala (TJPS) mandou de volta a liberdade os jornalistas Arcénio Sebastião e Jorge Malangaze, que haviam sido “indiciados de corrupção passiva” alegadamente para abortarem uma reportagem sobre a violação de regras do estado de emergência num estabelecimento hoteleiro da cidade da Beira que é propriedade de um deputado da Frelimo.

A juíza Shaquila Mahomed que devia legalizar ou não a prisão dos mesmos, conclui nos autos que os jornalistas deviam ser imediatamente “soltos por inexistência de crime”.

Os dois jornalistas foram acusados pelo Gabinete Provincial de Combate à Corrupção de Sofala de extorsão ao empresário Manuel Ramissone, deputado da Assembleia da República pela bancada do partido Frelimo.

Depois de tirar fotos no empreendimento de Ramissone, o empresário teria oferecido dinheiro aos jornalistas e filmado o suposto ato de corrupção.

De recordar que o Instituto da Comunicação Social da África Austral (Misa-Moçambique) suspeitava ter havido “manipulação, encenação e abuso de poder” na detenção de jornalistas indiciados de corrupção passiva, na cidade da Beira. (Moz24h)

0 visualização

Subscreva a nossa Newsletter

  • facebook

Ficha técnica

Director Editorial: Luís Nhachote (+258 84 4703860)

Editor: Estacios Valoi 

Redaçao: Germano de Sousa, Palmira Zunguze e Nazira Suleimane

Publicidade: Jordão José Cossa (84 53 63 773) email jordaocossa63@gmail.com

 

NUIT: 100045624

Nr. 149 GABIFO/DEPC/2017/ MAPUTO,18 de Outubro  

Endereço Av. Cardeal Don Alexandre dos Santos 56 (em Obras)

© By BEEI