Terroristas “acomodaram-se em Mocímboa da Praia”



Estacio Valoi


Depois da recente tomada do porto de Mocímboa da Praia lugar estratégico pelo acesso ao mar, no distrito do mesmo nome, aparentemente os terroristas que vem habitando as proximidades do distrito, continuam na sede do distrito do mesmo nome no culminar de várias incursões que os terroristas vem encetando neste mês de Agosto.

De sexta- feira a sábado último, mais um ataque terrorista foi encetado sobre a localidade de Awasi. E de dentro de Mocímboa chega a informação de que os terroristas “permanecem dentro da vila circulam de carros, motas, bicicleta ate a pé.”


Acesso dificil e crise humanária


São zonas de difícil acesso, que mesmo o apoio humanitário quase que não chega. Segundo bispo de Pemba, dom Luiz Fernando Lisboa, sobre o acolhimento, apoio aos deslocados, pelas aldeias tomadas pelos insurgentes ainda há pessoas que não conseguem ter apoio humanitário, as organizações nesta área não tem acesso. “Toda a província de Cabo Delgado - nos distritos onde não há conflitos armados, está cheia de deslocados. O mais importante é a comida. Mas não é só comida, há muitos tipos de ajuda que essas pessoas precisam.”

Os ataques, como se sabe iniciaram a 05 de Outubro de 2017. Há quase três anos que a guerra em curso já causou mais de 1500 mortes entre civis e militares, cerca de 250.000 deslocados e destruição de várias infra-estruturas.

Segundo fonte de uma organização de ajuda humanitária não se podem deslocar para aquelas áreas com o risco de serem mortalmente alvejados ou decapitados. “Somos neutros, não podemos fazer parte das colunas militares ou entramos la sozinhos. Por um lado pode ficar a parecer que estamos com o governo e por outro com os terroristas. Pode haver essa percepção. O nosso objectivo é simplesmente apoiar essas pessoas necessitadas nas várias vertentes.”’

Seguindo o Observatório do Cidadão para Saúde (OCS), uma ONG moçambicana, alertara que o encerramento de 37 unidades de saúde em distritos afectados pela violência armada em Cabo Delgado, norte de Moçambique, deixava essas zonas e pessoas mais vulneráveis, Disse a imprensa

Num país como Moçambique, com graves problemas de acesso à saúde, o encerramento de 37 unidades sanitárias (em Cabo Delgado) agrava a situação de milhares de habitantes.”

“Se, por um lado, um grupo de cidadãos perde a vida por não ter conseguido escapar dos ataques perpetrados pelos rebeldes, por outro lado, aqueles que sobrevivem correm o risco de perder a vida por falta de acesso ao sistema de saúde”, afirma a ONG, observando que é também “importante salvaguardar a integridade dos profissionais de saúde, para melhor servirem as populações vítimas de conflito e doenças”.

Segundo fontes do Moz24h desde o ataque a Awase este final de semana que várias pessoas foram obrigadas a sair de Mocímboa da Praia no Sábado de manha a procura de refúgio em outros distritos, como o de Montepuez, Pemba.

“Saímos de Mocímboa até Nangade. Os ‘Al -shabab' começaram a atacar anoite de sexta-feira em Awase. Para se sair de Mocímboa tem que ir ao distrito de Mueda, via Nangade ate o distrito de palma. Os bandidos passeam de carros, motas, bicicletas e a pé. Graças a Deus algumas pessoas estão aqui, mas muito mal por terem percorrido longa distância desde Mocímboa ate Nangade-Mueda.”’

Ainda na mesma sexta-feira já arredores da cidade de pemba no período das 10 horas da manha ate por volta das 16h horas como ‘normal ‘nesta fase, ouvia se o som de helicóptero a sobrevoar a cidade mais pela costa. Mas foi já na tarde de sábado na Praia de Chuiba Palm soubemos que tratava – se de uma operação mar, ar que envolveu as Forcas de Defesa de Moçambique-Naval (FDS) e os mercenários sul-africanos do Dyck Advisory Group (DAG).

“Eram três barcos, carregados com cerca de cem ou mais pessoas, saíram de Mocímboa com destino a Nacala-Nampula, foram interceptados aqui mesmo no mar” – pela estrada no entroncamento entre a estrada a recta que sai da universidade uni Lúrio até Chuiba Palma e a estrada onde esta situada a Agencia Nacional de estrada (ANE). ‘Os barcos foram escoltados via marítima e ar em direcção à zana do Bairro de Maringanha até a base naval na cidade. Um dos três barcos afundou e 9 pessoas morreram. Enfatizaram as fontes.

Ainda sobre os barcos outras fontes dizem que os mesmos faziam o trajecto Nacala Mocímboa.”

Nesta fase do terrorismo que afecta toda a Província de Cabo Delgado, as patrulhas são constantes. Segundo fontes em Pemba, ainda na manha de hoje um dos helicópteros da DAG desde as 5h da manha patrulhava a costa.


Suspeito terrorista nas malhas do SERNIC


Crisanto Ntego, director dos Serviços Provinciais de Investigação Criminal (SERNIC) em Cabo Delgado anunciou a detenção de um moçambicano com equipamento militar, nomeadamente 5 armas de fogo do tipo AK-47 e seus respectivos 10 carregadores cheios, um par de botas quando a mercadoria tentava ser infiltrada na cidade de Pemba.

“No âmbito do combate ao terrorismo, que assola a nossa província, concretamente na zona norte, o SERNIC, através das suas fontes e em conexão com as Forças de Defesa e Segurança, tomou conhecimento”, no dia 12 de Agosto, “que havia duas pastas estranhas numa viatura que saía de Mueda a Pemba (…). Conseguimos neutralizar a pessoa que” que esta prestes a “receber as duas pastas”, contou Ntego Crisanto Ntego, director provincial dos Serviços de Investigação Criminal.

Pasta aberta “conseguimos apreender cinco armas do tipo AK-47, 10 carregadores” dos quais “sete cheios e três vazios, seis pares de fardamento militar, quatro camisolas militares e um par de botas militares”, prossegui Crisanto Ntego.

O cidadão que ia receber a tal pasta, por suposto ‘um civil’, o que constitui maior preocupação para o SERNIC.

Do outro lado, chegam informaçoes de que militares moçambicanos vão sendo enviados para aquelas zonas de conflito, e desta vez um numero considerável de viaturas carregada de militares não conseguiu cruzar Awassi em direcção a Mocímboa “ não conseguiram passar, recuaram acho que a espera de mais reforço. Disseram fontes no a partir de Macomia. Contudo, apesar do ataque de Awasi, ainda na mesma sexta-feira, segundo fontes nove camiões cavalos, não identificados – empresa, “apenas vinha a chapa de aluguer, não nos lembramos de passar a matrícula, carregando material de construção entraram em direcção Mocímboa da Praia. Disseram fontes militares no terreno.

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