Terceiro mandato presidencial "anima" debate político


Comité Central da Frelimo reúne-se dentro de dias e há vozes que defendem a recondução de Filipe Nyusi


MAPUTO — A Comissão Política da Frelimo, o núcleo duro do partido no poder em Moçambique, nunca se pronunciou, pelo menos publicamente, sobre um eventual terceiro mandato presidencial, nem sequer deu qualquer indicação de alguma vez ter discutido a possibilidade de Filipe Nyusi fazer mais um mandato como Chefe de Estado. Mas na semana passada a Organização da Juventude Moçambicana (OJM) abordou o assunto, embora tenha defendido que Nyusi continue como líder o partido.

Para alguns analistas políticos, este posicionamento pode enquadrar-se num plano mais amplo visando a continuação do actual Chefe de Estado à frente dos destinos da nação.

O que existe são alegações de que cerca de 50 por cento dos membros desta comissão, que é a que de facto dita as regras de jogo, apoiam a ideia de um terceiro mandato e a outra metade nem por isso.

Até aqui, a apenas OJM veio a público defender esta ideia durante o seu recente congresso, havendo, no entanto, a indicação de que a Organização da Mulher Moçambicana (OMM) também é favorável à mesma ideia.

Para o analista político Fernando Mbanze, não são apenas estas organizações que defendem esta posição, tanto mais que na Frelimo, se observa, de forma religiosa, a disciplina partidária, pelo que o pronunciamento da antiga secretária-geral da OJM resulta de alguma concertação interna.

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