"Sou e continuarei sendo um soldado aguerrido contra a corrupção"


Por Agostinho Vuma*


Caros amigos jornalistas, Convoquei este breve encontro para anunciar, em primeira pessoa, que: Depois de sensivelmente dois meses de ausência e sob cuidados médicos em unidades sanitárias dentro e fora o país, encontro-me recuperado de todo o trauma sofrido. Como todos sabeis, sou um servidor público, quer como Presidente da CTA, como empresário, e quer ainda como político. Considero, por isso, um dever pessoal comunicar a toda a sociedade, formalmente, por vosso intermédio, sobre este meu regresso e inteira disponibilidade de continuar a servir.

Sobre a retoma normal de funções Retomei as minhas actividades, como foi comunicado há dias e continuarei, destemido, no cumprimento de toda a missão que me foi incumbida pelos membros, na minha qualidade de Presidente da CTA, oferecendo o meu melhor para o serviço ao empresariado nacional, em prol de um melhor ambiente de negócios. Na minha qualidade de empresário e líder associativo, continuarei um soldado destemido contra todos os actos que atentam contra a boa convivência social entre os moçambicanos. Sou e continuarei sendo um soldado aguerrido contra a corrupção e, juntamente com cada um e todos vós, venceremos cada uma das muitas batalhas que se colocam no dia-a-dia e que atentam contra a nossa abnegação e entrega na construção deste Moçambique. Apesar de tudo o que aconteceu, sinto-me preparado, cada dia melhor, para fazer frente aos desafios que se anunciam, os de hoje e os de amanhã.


Agradecimentos


Usando da oportunidade deste breve encontro, desejo agradecer a todos que acompanharam com interesse e preocupação este triste acontecimento, e ao público em geral, pelo carinho demonstrado, preces de diversos quadrantes e pela condenação que fui acompanhando do atentado sofrido. Quero agradecer, sensibilizado, a solidariedade e apoios de todos os membros da CTA, dos órgãos sociais e a profunda dedicação de todos que me assistiram durante todo este tempo. Muito reconhecido, agradeço ao Governo de Moçambique que, em momento delicado de restrições de circulação internacional, permitiu a minha rápida evacuação para cuidados mais especializados fora do país e me deu a necessária assistência para uma rápida recuperação. Permitam-me que faça aqui uma menção especial e honrosa a Sua Excelência o Presidente da República, pelo empenho demonstrado. Ao Gabinete da Primeira-Dama da República de Moçambique, vai a minha profunda apreciação pelo carinho manifesto. Uma palavra de grande apreço aos nossos parceiros, instituições diplomáticas e representantes da comunidade internacional pelo acompanhamento e multiforme apoio. Aos líderes políticos, empresariais e religiosos, a todos que me procuraram, directa ou indirectamente, para oferecer seus préstimos de forma desapegada, muito obrigado! Agradeço também à imprensa, que foi responsável por uma transmissão, em tempo real, com profissionalismo e sempre que necessário, dos acontecimentos mais relevantes em torno do meu estado de saúde. Aproveito para homenagear os médicos e diversos profissionais da saúde pela bravura e cometimento que me tornaram bem servido e acompanhado. Por fim, mas não menos importante, quero agradecer a todos que deram muito de si para assegurar a continuidade da vida institucional da CTA. De forma particular, agradeço aos meus Vice-Presidentes, aos órgãos sociais e a todos os colaboradores que tomaram as providências necessárias para que a CTA continuasse a jogar o seu papel, orientada pelo Plano Estratégico por nós aprovado.

Ao Vice-Presidente Álvaro Massinga, que muitas vezes relegou ao segundo plano as suas agendas pessoais e corporativas para dar a cara e estar à frente das nossas agendas, vai uma apreciação especial..


Últimas considerações e apelos


Não poderia deixar de repudiar, com veemência todo o tipo de criminalidade que os empresários têm sofrido. Repudio com veemencia o atentado que sofri. Repugna-me todo o tipo de crime direccionado aos empresários como forma de tirar vantagens sobre eles. São actos que devem merecer uma outra atenção pelas autoridades. Mais do que uma guerra declarada tradicional, esta trata-se de uma guerra contra empresarios, contra o crescimento deste País. Repugna-me todo o tipo de violência para exprimir qualquer que seja o sentimento contra o próximo e semelhante. Nada justifica o uso das armas para fazer calar uma voz, em quaisquer que sejam as circunstâncias. O diálogo, a disputa pacífica de ideias, mesmo onde nos mostramos adversários, é a principal arma de combate numa sociedade civilizada. É minha firme esperança que a justiça seja feita e que este crime seja esclarecido, com a maior brevidade. Para isso a nossa sociedade poderá contar com o meu fervoroso contributo. Muito obrigado!


*Comunicação apresentada ontem em conferencia de impresa(Moz24h)

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