Sociedade civil conclui: “As eleições mais fraudulentas e viciadas de sempre”


Um grupo de organizações da sociedade civil, emitiu um comunicado de imprensa onde, entre outras, coisas garante que as eleições de 15 de Outubro foram, “ as mais fraudulentas e viciadas das seis eleições multipartidárias já realizadas em Moçambique”.

A conclusão do grupo de organizações da Sociedade Civil é praticamente a mesma do Presidente da Renamo, Ossufo Momad, que pouco depois de serem anunciados os resultados preliminares, que indicavam vitória com larga margem da Filipe Nyusi e do Partido Frelimo, disse á comunicação social que as eleições de 15 de Outubro,eram, “ as mais fraudulentas de sempre no país e no mundo”. Outra figura cujo discurso foi na mesma direcção, foi Raúl Domingos. O antigo Chefe da Bancada de Renamo disse que, “ está claro que estas eleições são as piores da história das eleições em Moçambique”.

Segundo as organizações da Sociedade Civil, a “manipulação flagrante das eleições começou com a eleições municipais do ano passado nas quais a contagem dos votos de forma ilegal e secreta em pelo menos, cinco municípios( Matola, Marromeu, Moatize, Alto- Mulócue e Monapo). A referida contagem “ ilegal e secreta”, acabou dando vitória ao partido Frelimo quando, “ o apuramento provisório mostrar vitória da oposição”. Outro factor que segundo documento em referência, que concorreu para que as eleições não fosse “credíveis”, foi o “recenseamento manipulado”. “ Com a Província de Gaza 300.000 eleitores acima de idade eleitoral, enquanto na Zambézia, o recenseamento foi abaixo do esperado”.

O facto de muitos observadores não terem sido credenciados é apontado como outro factor que tirou credibilidade as eleições de de 15 de Outubro. “Mais de 3000 mil observadores independentes não receberam credenciais e alguns, número reduzido, receberam-nas no dia de votação, muito tarde para se deslocarem aos postos de votação”, pode- se ler no documento. O assassinato de Anastácio Matavele, por um esquadrão de morte formado por elementos da Polícia, “ pretendia intimidar e impedir a observação das eleições organizações da sociedade civil, particularmente na Província de Gaza, onde a vítima foi assassinada”.

O grupo de organizações da Sociedade civil também exigem, “ a contituição de uma Comissão Nacional de Eleições reputada, neutra e que possa liderar a reforma do sistema eleitoral”. E acreditam que, a constituição de uma nova Comissão Nacional de Eleições(CNE) em Abril pode ser o ponto de partida para a mudança”. No seu comunicado, o Centro de Integridade Pública, o Centro Desenvolvimento e Democracia, o Centro ed Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil, o Fórum Nacional da Rádios Comunitárias, o Observatório do Meio Rural, o Mecanismo de Apoio a Sociedede Civil, a WLSA Moçambique e Plataforma de Observação Eleitoral Votar Moçambique, apelam aos “ tribunais e Conselho Constitucional que façam um julgamento justo e transparente do processo eleitoral, julgando o mérito das questões e não apenas formalidades”. ( Redacção)

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