Sobre os Kamal’s Bradru’s que somos neste vale de lágrimas….


Por Luis NHachote


A chegada tremida do TSU, antes do TSA, TSE, TSI e TSO foi um dos assuntos de maior relevo na semana que findou.


Antes do Xerife do Arranha Céus afixado 25 de Setembro mandar o último disparo, anunciado a inflação e o consequente apertar de cintos para um já paupérrimo país de muitos, naquele seu estilo de ONE MAN SHOW, a tribo do Atletismo monopolizou as atenções de muitos especialistas de ocasião e curiosos de várias latitudes.


Não era caso para menos. O DELATOR da IMIGRAÇÃO ILEGAL cujo pico se pode ver nas bandas de Cabo Delgado, com terroristas de vários cantos sem documentos diante da impotência e incúria da SAMIM e do contigente do RUANDA cujos DIRE estão mais do que em dia por conta de protocolos entre Estados e, só por isso, diz-se que chegaram legalmente, apesar da ausência dum atestado de legalidade conferido pela Assembleia da República...


Uma verdade (Ou mentira?) que andava entre a tribo do atletismo diz respeito à “nacionalidade” de um selecionador cujo crime parece ser o de ter o seu processo andar engavetado há seis anos nas selectivamente empoeiradas gavetas do edifício do nosso zeloso ministério da lei e ordem que trata destes afins de cumprir com o primado da lei.


Consta desde que a semana iniciada num TSU, o DELATOR e(ra) mesmo a figura política mais importante da Federação Mocambicana de Atletismo. Dizem que lhe foi colado a nascença o nome de Kamal Badru e que, deste que aportou nas bermas das margens verdejantes daquele pasto de corridas, acoplado ao elenco de um então agora administrador distrital bastante conhecido pelo verbo espontâneo e afiado, assentou as arraias e engorda como demanda a lei cabrital….


Badru, por razões que crescem em expoente nas redes sociais, avisou a quem quis que ia entregar o pescoço do “imigrante ilegal” ao edifício da Olof Palme que entre tantos assuntos, foi capturar o “criminoso” no dia do seu aniversário em consonância com os mais altos ditames da celeridade processual que é característica das instituições estatais.


Ando há quase meio século neste vale de lágrimas cuja réstia de esperança anda trêmula na linha tênue entre a lei e a justiça, refém de erros de casting, pois a justiça não pode ficar restrita ao entendimento de Kamal e companhia e à SED. É preciso que o país saiba quem não está disposto a chafurdar na lama e quem está. Mas gajos como Kamal Badru andam as toneladas e por cada centímetro cúbico do nosso território.


Esses gajos somos um pouco de nós. Nós que estamos a perder a vergonha. Nós que somos falsos moralistas. Nós que somos algozes do momento sem conhecer a identidade da vítima. Nós que pensamos que quem governa está a pensar em nós, quando na verdade está para enriquecer o pasto na sua vez de ter a corda amarrada à grande copeira. Nós que vemos os nossos parcos impostos a serem aplicados para trazer o Manuel Chang porque puro, apenas as donzelas impolutas tal estatuto.


Eu vou ouvindo como azagaia, com a sua lança, empola freneticamente sobre a janela do que somos. Não foi ao acaso que ele curou a sua epilepsia no canal de bispo Macedo, pecando apenas por usar a sagrada folha da maçaroca para queimar a erva. Dizem que o TCHETCHO não é fraco das ideias. Mas ele também assiste calado no seu pedestal da agricultura, queimadas de mbangui, que poderiam ser exportadas para fins medicinais e de vestuário e ser fumado pelos amantes do verde da natureza. A Luta continua. (Moz24h)

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