Situação humanitária em Palma é “extremamente preocupante”


Após o ataque que causou dezenas de mortes em Palma, na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, milhares de sobreviventes procuram abrigo nas localidades vizinhas e outros tentam no meio dos escombros encontrar os seus entes queridos.

Os relatos que chegam do local descrevem uma cidade fantasma ainda com registo de confrontos esporádicos.

As forças governamentais controlam parte da vila, ao mesmo tempo que procuram de acordo com o Ministério da Defesa, em declarações, esta terça-feira, no terreno, eliminar alguns focos terroristas.

A população que não fugiu a pé e com as trouxas à cabeça em direcção à fronteira com a República Unida da Tanzânia, será agora retirada por terra e por mar até a cidade de Pemba, capital provincial de Cabo Delgado.

O número de refugiados internos está a disparar em resultado dos ataques jihadistas que nos últimos 3 anos e meio provocaram 2 mil mortos e acima de 700 mil deslocados.

A situação humanitária no distrito de Palma é “extremamente preocupante”, considera o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários, num relatório de actualização divulgado hoje.

“Dezenas de civis terão sido mortos e os confrontos entre grupos armados não-estatais e forças de segurança estão alegadamente em curso, pelo sexto dia consecutivo, de acordo com relatórios de várias fontes”, pode ler-se.

A informação sobre a situação é, no entanto, “extremamente difícil de verificar, devido a interrupções nas comunicações na cidade de Palma”, acrescenta o documento.

Para fazer face ao afluxo de deslocados que chegam a Pemba a Cáritas preparou kits com água e bolachas como relatou à agência Lusa Betinha Ribeiro, membro da organização caritativa.

Betinha Ribeiro acrescentou que cada organização humanitária entregará itens diferentes para o primeiro acolhimento à população deslocada que carece de cuidados básicos.(RFI)

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