Situação da guerra em Cabo Delgado: Nyusi opta por permanecer discreto


Com o intuito de evitar interferência por parte dos pesos pesados pan- africanos ou instituições sub-regionais o Presidente Filipe Nyusi esta pessoalmente a velar pela situação em Cabo Delgado. Ao liderar o processo tem como propósito evitar qualquer envolvimento das tropas da União Africana (AU) as quais tem sido acusadas pelas suas acções repreensivas em territórios onde intervieram, como no caso da Somália

O Presidente Moçambicano envereda por uma negociação directa com os seus vizinhos sobre assistência em segurança. Durante os últimos meses vários foram os encontros organizados entre os chefes das forcas de segurança do Presidente e os seus homólogos nos países vizinhos. Tanzânia, Malawi e Zâmbia responderam as suas propostas, assim como a Africa do Sul. Por enquanto, nenhuma solução conjunta emergiu desses encontros, os enviados da Tanzânia anunciaram que intensificarão o monitoramento da fronteira com Cabo Delgado.

O embaixadora Moçambicana para a União Africana (UA), Albertina MacDonald, não recebeu qualquer instrução para solicitar apoio militar da Sede da União Africana baseada em Addis Ababa. O mesmo acontece com Domingos Fernandes, o representante moçambicano na Comunidade de Desenvolvimento da Africa Austral (SADC).

A chegada da organização paramilitar russa ChVK Wagner em Cabo Delgado em Setembro também foi organizada o maior secretismo, embora não tenha passado despercebida (ION 1506).

Até agora, com o fracasso dos soldados de Wagner na sua missão e intensificar da insurreição, repercussão política para Nyusi, o qual dentro de seu próprio partido FRELIMO foi criticado pela forma como vem lidando com a situação. Alguns membros do partido consideram que o número de soldados destacados para proteger as instalações de gás em Afungi acabaram comprometendo expondo a já capacidade já limitada das Forças Armadas de Defesa de Moçambique para conter a insurreição ION 1510). Contudo, a expectativa dos ganhos provenientes do começo da produção do gás (Programado para 2022) será a chave para o presidente quando se tratar de defender seu histórico político.

Fonte: The Indian Ocean Newsletters ( N1512, 27.12/19)

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