Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM)



A ESPOSA do Presidente da República, Isaura Ferrão Nyusi realiza uma visita a Província de Inhambane a qual teve inicio ontem dia (3 de Agosto) com o seu termino Sábado proximo.

segundo Comunicado de Imprensa conjunto da OMS e do UNICEF, durante a sua estadia naquela Província, a Primeira-Dama vai inaugurar o Centro de Saúde da localidade de Cupo, no distrito de Funhalouro, e vai lançar a Semana Mundial do Aleitamento Materno, na cidade de Inhambane.

Isaura Nyusi é acompanhada pelo Ministro da Saúde, Armindo Tiago e pelo vice-ministro da Terra e Ambiente, Fernando Bemane de Sousa.


A semana de 01 a 07 de Agosto foi instituída internacionalmente como a Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) com o intuito de promover e estimular a amamentação, e melhorar a saúde de crianças ao redor do mundo.

Este ano, celebra-se a 31ª SMAM com o lema: “Fortalecer a amamentação: Educando e Apoiando” destina-se a governos, sistemas de saúde, locais de trabalho e comunidades e tem como objectivos:


Informar a cada pessoa sobre o seu papel na amamentação;

Estimular acções para fortalecer a capacidade dos profissionais;

Ancorar a amamentação como parte da segurança alimentar e nutricional e redução das desigualdades;

Engajar indivíduos e organizações ao longo da cadeia de apoio para amamentação.

Este tema foca a atenção e o papel que todos devem desempenhar no apoio ao aleitamento materno a todos os níveis. Juntos, precisamos de informar, educar e fortalecer a nossa capacidade de criar e sustentar ambientes favoráveis à amamentação para as famílias.

A melhoria das taxas e práticas de aleitamento materno requer acção por parte de múltiplos actores, incluindo o governo, as unidades sanitárias, os profissionais de saúde, as empresas, Sociedade Civil e a comunidade.


O aleitamento materno é fundamental para a implementação efetiva de estratégias de desenvolvimento sustentável, especialmente em um mundo pós-pandemia, pois melhora a nutrição, garante a segurança alimentar e reduz as desigualdades entre e dentro dos países.


A pandemia COVID-19 mudou significativamente a forma como o apoio à amamentação é prestado. Muitas mães tiveram receio de amamentar seus bebés por medo de infectá-los. Por outro lado, as regras de distanciamento físico significaram menos contatos para alguns pais, resultando em menos conhecimento e menos oportunidades para aconselhamento em amamentação. Alguns países implementaram políticas não baseadas em evidências, como separar bebés de suas mães e desencorajaram a amamentação na suspeita de COVID-19.


Além disso, o apoio em amamentação de grupos de pares da comunidade não estava acessível aos pais que precisavam de ajuda por causa de contato social restrito.

Em Moçambique, baseado nas directrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), as Mães que amamentam, são encorajadas a receber as doses das vacinas contra a COVID-19,incluindo a de reforço quando chega a altura.


O Governo, os doadores, a sociedade civil e o sector privado têm todos uma oportunidade de acelerar e fazer investimentos inteligentes e compromissos para enfrentar a crise global de desnutrição. Devem também demonstrar acção, assumindo compromissos tangíveis no sentido de uma promoção, protecção e apoio total e eficaz do aleitamento materno, em particular:

O Governo deve implementar integralmente o Código Nacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno através de fortes medidas legais que sejam aplicadas e monitorizadas de forma independente assegurando o cumprimento a todos níveis

As empresas e os empregadores devem implementar políticas favoráveis à família que apoiem as mães com tempo, espaço e apoio ao aleitamento materno, incluindo a concessão de pelo menos 18 semanas de licença de maternidade remunerada. Para muitas mães, o regresso ao trabalho é uma barreira para amamentar os seus bebés e fornecer a melhor nutrição possível.


Os doadores devem aumentar o financiamento para reforçar a protecção, promoção e apoio a programas de aleitamento materno, intervenções de aconselhamento e para implementar plenamente o Código Nacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno.


Presentemente a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) e outros parceiros estão a apoiar o governo na actualização do Código Nacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno com vista a responder aos actuais desafios nesta componente.


O apoio à amamentação deve iniciar imediatamente durante a consulta pré-natal, onde pais e mães devem ser educados e aconselhados atempadamente sobre a alimentação do bebé e deve continuar no parto, pós-parto e durante o crescimento do bebé, contando com o apoio de todos.


O aleitamento materno proporciona às crianças o melhor começo de vida. É a melhor fonte de nutrição para o bebé, reforçando o desenvolvimento do cérebro com benefícios para toda a vida e para o bebé.


A amamentação actua como a primeira vacina de um bebé, proporcionando uma protecção crítica contra doenças e morte.

O início atempado da amamentação (na primeira hora de nascimento), a amamentação exclusiva (entre 0-6 meses) e a amamentação contínuada e frequente até dois anos de idade ou mais, oferecem uma poderosa linha de defesa contra todas as formas de desnutrição infantil;


O aleitamento materno salva vidas e protege as crianças de infecções mortais. As crianças que não são total ou parcialmente amamentadas têm um maior risco de diarreia e são mais propensas a morrer, particularmente em países de baixa renda. Se as mães fossem apoiadas a amamentar, quase 50% dos episódios de diarreia e um terço das infecções respiratórias seriam evitados.


O aleitamento materno é singularmente a intervenção de saúde pública mais eficaz. Temos de dar a todas as crianças em todo o lado o melhor começo de vida. É um direito humano das mães e dos seus bebés, e deve ser protegido e promovido.


Vamos todos apoiar a Amamentação, pois a amamentação é uma Responsabilidade de todos. (Moz24)


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