Segundo grupo de doze estudantes Moçambicanos obteve o grau de Mestre em Biologia da Conservação



Seis mulheres e seis homens completaram o programa de dois anos de Mestrado em Biologia da Conservação, que é provavelmente o único Mestrado em Biologia da Conservação totalmente hospedado num Parque Nacional. Esta segunda turma formou-se na Sexta-feira dia 25 de Fevereiro na Gorongosa, totalizando agora 24 jovens mestres provenientes deste consórcio educativo.


O programa de Mestrado foi desenvolvido por um consórcio de três instituições Moçambicanas de ensino superior (Universidade Zambeze, Universidade Lúrio e Instituto Superior Politécnico de Manica) em parceria com a Universidade de Lisboa de Portugal e o Parque Nacional da Gorongosa, como parte do seu Programa de BioEducação. O programa de Mestrado é apoiado pela Fundação dos EUA: “HHMI” (Howard Hughes Medical Institute) e pelo Fundo de Desenvolvimento Institucional.


Na cerimónia participaram a Secretária de Estado na Província de Sofala, o Reitor da UniZambeze, o Vice-Reitor da UniLúrio e o Director Adjunto do ISPM. Também estiveram presentes representantes do governo local, incluindo o Administrador do Distrito da Gorongosa, membros do Consórcio Bio-Educação, líderes comunitários, amigos e familiares dos alunos.

Este programa de Mestrado é realizado inteiramente dentro do Parque Nacional da Gorongosa e oferece formação em biologia da conservação, ecologia e gestão ambiental. Os estudantes têm a oportunidade de aplicar os conhecimentos adquiridos nos seus cursos para projectos de investigação prática no campo para as suas dissertações finais. Eles desfrutam de uma bolsa de estudos integral financiada pelo HHMI que também paga as suas despesas de subsistência.


O Parque Nacional da Gorongosa tem o prazer de felicitar este segundo grupo de estudantes pela sua dedicação, e estamos confiantes que irão avançar nos objectivos de conservação em Moçambique e no estrangeiro. Estes graduados agora aplicarão os seus conhecimentos e habilidades recém-adquiridas em diferentes áreas. A maioria já tem empregos ou estágios em conservação. Um estudante, Beto Soares Tenente foi contratado pelo Parque Nacional da Gorongosa para trabalhar como técnico de laboratório do Laboratório Pringle na Gorongosa (filiado com a Universidade de Princeton, EUA).


Quatro estudantes têm estágios na BioFund; um é fiscal no Parque Nacional das Quirimbas. Isildo Nganhane, que ganhou o prémio de melhor estudante, é professor da UniLúrio e dará continuidade ao seu trabalho. Outros estudantes estão à procura de oportunidades de doutoramento. Todos esperam contribuir para as áreas de conservação em Moçambique, integrando o desenvolvimento comunitário e a conservação, como aprenderam a fazer na Gorongosa.



É com todo o prazer que anunciamos que a terceira turma de doze alunos começará os seus estudos na próxima semana. Assim como neste último grupo, os estudantes são de todas as regiões de Moçambique, e o sexo feminino está bem representado.


Sobre o Projecto da Gorongosa e os seus programas de educação científica

O Projecto da Gorongosa procura integrar a conservação e o desenvolvimento humano com o entendimento de que um ecossistema saudável irá beneficiar os seres humanos, que por sua vez serão motivados a apoiar os objectivos do Parque Nacional da Gorongosa.

A investigação científica é parte integrante do plano a longo prazo para a restauração do ecossistema da Gorongosa, porque um conhecimento aprofundado do ecossistema da Gorongosa ajudará a gestão do Parque a tomar melhores decisões sobre a sua conservação. O Laboratório de Biodiversidade E. O. Wilson abriu em Março de 2014, e posicionou a Gorongosa como um dos centros de investigação mais avançados da África Austral.


O Laboratório atrai atenção nacional, regional e internacional. Cientistas de diferentes instituições têm vindo a fazer investigação no Parque, incluindo investigadores das Universidades Eduardo Mondlane e Lúrio em Moçambique, das Universidades de Coimbra e Lisboa em Portugal, da Universidade de Oxford em Inglaterra e das Universidades de Harvard e Princeton nos EUA.


Um dos papéis mais importantes do Laboratório é providenciar formação para a próxima geração de cientistas Moçambicanos no Parque e prepará-los para estudos universitários a fim de obter títulos avançados. Alguns jovens de comunidades vizinhas ao Parque (ou de escolas técnicas da região central), que recebem apoio financeiro total ou parcial do Laboratório, estão a estudar em universidades e escolas de ensino superior para futuras carreiras como veterinários, ecologistas e técnicos de laboratório. (Moz24h)

71 visualizações0 comentário