Salomão Muchanga lança “Nova Democracia” com olhos na governação imediata do país

Por: Anselmo Sengo

Um movimento de cidadãos Presidido por Salomão Muchanga, antigo líder do parlamento juvenil lançou esta terça-feira na capital Maputense um novo partido político denominado “Nova Democracia (ND) ” que se assume como mensageira da esperança para os jovens e pretende afirmar-se como alternativa inclusiva do projecto de Nação cidadã que Moçambique deve acreditar. No seu manifesto, o movimento justifica o seu surgimento como resultado de depauperadas políticas públicas não inclusivas e por um regime arrogante e insensível aos problemas do povo que se perpetua através de fraude eleitoral que se repete de eleição pós eleição, incluindo nas autárquicas de 2018.

Nas suas “teses de luta”, que constituem o manifesto político do movimento de cidadãos que suporta o “Nova Democracia”, o seu membro fundador Salomão Muchanga, acrescenta que ao longo dos 50 anos, os moçambicanos foram testemunhando a incessante intolerância à indiferença, o controlo excessivo do aparato securitário e judicial e, a violação dos direitos à livre expressão e à vida, as quais, resultam em milhares de deslocados dentro e fora do pais que carecem de assistência alimentar, médica e medicamentosa.

“Decidimos elevar a nossa voz organizada e fundamos o Movimento Nova Democracia” porque “sentimo-nos desamparados num contexto de decapitação, sequestro e violação sexual, com foco para mulheres e crianças em Cabo Delgado”, disse.

O movimento de cidadãos diz que sente-se esperançoso pelo facto de, os jovens perfazerem mais de 60% da população no país, os quais, “mostram-se indignados com a clientelização das oportunidades, o regimentar da corrupcao e a crescente violacao da lei mãe, protagonizada criminosamente por tutelares de órgãos públicos”, apontando caso evidente, a contratação ilegal das dívidas ocultas em nome do Estado, hipotecando o futuro de gerações vindouras.

De acordo com Salomão Muchanga, há um apagão e fechamento de espaço para que os moçambicanos se expressem, agudizado pelo sombraceiro custo de vida que nos estagna entre os oito países do mundo com o mais abaixo do índice de desenvolvimento humano.

“O nosso combate é a favor do jovem com sonhos, da mulher batalhadora, do funcionário público, enfim, do cidadão. É contra a cultura de comodismo instalada pela elite predadora do Estado, na lógica de um sistema corrompido em todos seus pilares democráticos onde se instalou o software do curriculum reprodutivo, no qual, estamos todos contaminados pela carência de um projecto de Estado”, disse.

Acrescentou que Moçambique queixa-se da crise de uma liderança servidora, seria que resguarde soberanamente a vontade do povo, o bem-estar económico e social e a paz.

Dai que, Salomão Muchanga anunciou que com o inicio da nova década, as lutas sociais vão fertilizar um Estado que não funciona como instrumento de exclusão e combate político, mas que seja servidor, cuidador, responsável, facilitador da iniciativa individual, responsabilizador e amigo do cidadão, no qual, as instituições democráticas são um património comum e os princípios da participação e liberdade são cultura.

Antes de concluir, Muchanga sublinhou que “queremos construir a dignidade dos moçambicanos; edificar a tolerância e resgatar o Moçambique independente, onde a diversidade não nos assuste e a unidade não seja um chavão”.

“Queremos semear a esperança não apenas no país mas nos moçambicanos. Escolhemos a esperança para enviar uma mensagem vigorosa de que é tempo de mudança”, disse o membro fundador.


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