SADC: Sim ou não à regionalização do conflicto?


A pergunta que estudiosos e especialistas em assuntos de terrorismo têm vindo a fazer com crescente preocupação não é se a região da SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral) deve se envolver no teatro das operações contra a insurgência armada em Cabo Delgado, mas quando.

E com a insurgência a mostrar uma crescente sofisticação e capacidade operativa que põem a nu as deficiências nas estratégicas política e militar do governo de Moçambique, os apelos para uma intervenção da SADC sobem de volume.

No entanto, provavelmente o quando depende de um roteiro que possa orientar essa intervenção. “estão à espera de um roteiro de Maputo”, diz Jasmine Opperman, da ACLED (Armed Conflict Location & Event Data Project), uma organização que agrega dados sobre conflictos e protestos no mundo. Uma crítica feita ao governo moçambicano é que lhe falta um projecto político orientador de toda a intervenção anti-terrorismo.

Para já, é fundamental que as Forças de Defesa e Segurança voltem a ganhar a confiança dos cidadãos, o que é exacerbado pelas acusações de violações dos direitos humanos das populações que vivem nas zonas afectadas pela insurgência; melhorar as condições de segurança dessas populações; ter uma estratégia para forjar alianças internas e externas contra o terrorismo; levar a cabo uma melhor coordenação entre os ministérios; desenhar uma estratégia que seque a fonte onde os terroristas promovem as suas campanhas de recrutamento; um esforço concertado para identificar as fontes de financiamento dos terroristas; e crucialmente envidar esforços com instituições de pesquisa para pperceber a razão da insurgência, entre outros.

A estratégia de envolver mercenários de guerra e assinar pactos de segurança para a protecção de investimentos energéticos em Cabo Delgado não parece fruto de algo bem pensado, demonstrando um certo nervosismo do governo.

Provavelmente seja por causa da falta do projecto político (roteiro) que Moçambique ainda não pediu formalmente o envolvimento dos países da região, porque como a Ministra sul-africana dos Negócios Estrangeiros, Naledi Pandor, explicou a um comité parlamentar, a SADC solicitou que Moçambique fornecesse um roteiro sobre as necessidades de assistência que requer da região.(Fonte NewZimbabwe)

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