Rovuma LNG vai jorrar 520 milhões de “Verdinhas” a curto prazo


Por Palmira Zunguze


O Governo de Moçambique e o consórcio Rovuma Venture de Moçambique divulgaram ontem, em Maputo a Decisão Inicial de Investimento (DII) para o projeto Rovuma LNG na província norte de Cabo Delgado, localizado no offshore do pais que irá produzir cerca de 15.2 milhões de toneladas de gás por ano.

O anúncio publico da DII foi feito ontem no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano (CICJC) e foi bastante concorrido segundo pode testemunhar o Moz24h presente no local.

No evento, o Presidente da República, Filipe Nyusi, defendeu na sua alocução que a exploração de recursos minerais não se devem transformar em “maldição”, como acontece em outros quadrantes onde o petróleo e gás fomentam guerras e destruição. “Queremos e devemos fazer diferente”, avançou Nyusi, exortando que os parceiros da área 4 continuem a apostar na formação de moçambicanos para que acendam aos potenciais empregos e, por esta via, possam beneficiar dos benefícios de exploração do gás natural.

Para garantir a estabilidade da economia, o Presidente da República prometeu que o seu Governo vai apostar na diversificação do investimento na economia para que Moçambique não seja depende da produção recursos minerais e tenha que importar tudo o resto para a sua sobrevivência. O plano de desenvolvimento do projecto foi aprovado pelo Governo moçambicano em Maio 2019, na mesma altura em que foi estabelecido o regime legal e contratual para o avanço do projecto. Prevê-se que este projecto disponibilize até 500 milhões de pés cúbicos por dia de gás para o mercado doméstico.

De acordo com as previsões, os parceiros da Área 4 avançarão com as actividades iniciais de midstream (fase da indústria do gás e petróleo onde as matérias-primas são transformadas em produtos prontos para uso específico) lideradas pela ExxonMobil e upstream (fase da indústria do gás e petróleo caracterizada pelas actividades de exploração, perfuração e produção) lideradas pela ENI num valor de 520 milhões de dólares de investimento. Em 2020, será tomada a Decisão Final de Investimento para o arranque da produção em 2025.

A partir dessa altura, 2020, o consórcio da área 4 da Bacia do Rovuma prevê investir entre 27 a 33 biliões de dólares americanos na criação de condições para a exploração do gás, cujo início está previsto para 2025. O projecto da Anadarko (agora liderado pela Total) deverá ser suplantado em termos de volume de investimento (que prevê 23 biliões de dólares) e de produção.

Por seu turno, Peter Clarke, vice-Presidente da Exxon Mobil Upstream Oil and Gas, disse que o desenvolvimento do Rovuma LNG impulsionará a industrialização do país em benefício das gerações vindouras; Moçambique tornar-se-á num dos principais exportadores mundiais de Gás Natural Liquefeito é um importante actor de energia no contexto global.

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