Rosário Fernandes, como sempre na contra-mão!


Por Sérgio Cossa


Rosário Fernandes voltou mais uma vez a dar mostras de integridadade e de alto sentido de cultura institucional. Quando nas hostes do partido Frelimo os intelectuais militantes foram mobilizados, para sempre que possível, defenderem os bizarros números do recenseamento eleitoral província de Gaza, o Instituto Nacional de Estatística, INE, veio mostrar que os números apresentados pelo STAE estavam demasiado empolados e muito ficccionados. O INE tem como presidente, Rosário Fernandes, que noutras funções também já foi carrasco da desonestidade que se esconde na filiação ao partido no poder. Foi com Rosário Fernandes como presidente Tributária Autoridade Tributária de Moçambique, que empresários que se escondem no vermelho do poder, aprenderam que também estavam obrigados a pagar impostos e direitos aduaneiros. Várias figuras de proa do poder também foram lembradas das mesmas obrigações. Aliás, a sua saída da Autoridade Tributária de Moçambique, terá sido influenciada pelos vários interesses que se viram lesados com o nível de integridadade que Rosário emprestou a instituição.

Mas voltemos aos números de Gaza onde a pergunta mais fácil de responder é quem ganha com tanta ficção. Há só um vencedor. O partido dos camaradas que historicamente sempre ganha na referida província. E com o recenseamento eleitoral Gaza ganhou mais nove mandatos na Assembleia da República.

Mas aquando do seu suspeito recenseamento eleitoral, o STAE o esqueceu se que há em Moçambique uma instituição cuja a vocação são as estatísticas . Esqueceu se também que esse assunto de números e estatísticas obedece a regras e não bastam cálculos ficccionados. E afinal, em estatística não há lugar para ficção. E ainda bem que há instituições dirigidas com integridade. Mesmo que isso seja na contra- mão de de que preferem números ficcionados que também servem para ficcionar resultados eleitorais. Agora resta saber como STAE descalça a bota. A pesada bota de mais de 300 mil eleitoires que os recenceadores do STAE sabem onde moram. Ao que tudo indica inventados. Ou ficcionados. E a democracia não pode continuar a ser ficção em Moçambique.


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