Renamo pergunta: Para quando a declaração do Estado de Guerra?



Em editorial da sua publicação - A PERDIZ - o maior partido da oposição no país, a Renamo questiona Filipe Nyusi sobre as razões deste não declarar o estado de guerra no país diante do factos indesmentivéis que estão a colocar a prova as fragilidades na defesa da soberania.

O Moz24h publica a seguir integralmente a posição da Renamo


"O Presidente da República está com medo de declarar que Moçambique está em guerra. Mesmo sem ser declarado o estado de guerra, ela está patente com os insurgentes, bandidos, al shabab, Estado Islamico, como queiram chamar, a conquistar territórios e criando sua administração territorial. Ainda pode o Presidente de Moçambique esconder essa realidade, onde o exército está em debandada e o êxodo populacional tão visível? Moçambique está numa situação de instabilidade visível a olho nú. Ninguém precisa perguntar para entender que a situação deste país está caminhando no caos. Os governantes de Moçambique estão desinteressados com a real situação do país e de seu povo e qualquer desmentido a esta afirmação seria apenas uma fuga para a frente, o que é próprio destes governantes. A zona nortenha do país, concretamente Cabo Delgado está a passar por momentos de crise militar grave e as autoridades assobiam para o lado dando a ideia de que nada está a acontecer, mostrando total indeferença na gestão da crise. Recorde-se que o surgimento do movimento armado de Cabo Delgado foi antece- dido de violência governamental da Frelimo contra as populações daquela província, que por sinal foi o berço da luta da independência nacional, é lá onde estavam as zonas libertadas da FRELIMO. Mas foi lá onde a violência frelimista ultrapassou os limites aceitáveis. Fazendo a retrospectiva de algumas aberrações inaceitáveis contra as populações indefesas de Cabo Delgado, voltamos para o ano 2000 onde cerca de 700 pessoas foram asfixiadas nas celas da polícia da República de Moçambique acusadas de apoiarem a RENAMO por reivindicarem contra a fraude eleitoral ocorrida nas eleiçoes Gerais de 1999 e não parou por aí, pois a mesma sanha assassina viria a se repetir na eleição intercalar de 2005 na Mocímboa da Praia também por causa da fraude eleitoral e mais tarde a mesma brutalidade policial viria a acontecer de novo envolvendo as populações de Montepuez e desta vez por questões de ordem económica, tendo sido ordenadas torturadas em Namanhumbir contra todas as populações que por ali circulavam acusadas de praticar garimpo, como se isso fosse crime. É no prosseguimento desta conduta violenta e orgulhosa que o governo encabeçado pelo partido Frelimo está indiferente ao sofrimento do povo moçambicano. Hoje estamos perante uma guerra originada pela cobiça. Querem governar e enriquecer sozinhos. A consequência disso é que o Estado perde terreno, aliás, o país está ficando dividido e daqui a pouco, se a situação continuar como está, com distritos sendo conquistados pela guerrilha e as antigas zonas libertadas a receberem um novo libertador, não teremos mais o Estado moçambicano. Na zona centro do país tudo começou com os aplausos da Frelimo que patrocinava o surgimento de uma rebelião no seio da RENAMO como veículo de desestabilização política do seu adversário para as eleiçoes que se apro- ximavam. Eles incentivaram os ataques armados contra alvos civis e ameaças de morte contra a figura do Presidente eleito da RENAMO Ossufo Momade, vaticinando o fim da RENAMO. Só que este movimento que os frelimistas criaram para prejudicarem a RENAMO e Ossufo Momade, agora virou-se contra eles e está a tornar-se uma dor de cabeça contra o Estado. O Presidente Dhlakama dizia: “um dia, se a Frelimo não mudar, surgirão outros para pegarem em armas e não mais eu…”. Senhor Presidente Nyusi está a espera de quê para declarar que o país está em guerra? Ainda não percebeu que seu distrito está na mira para ser tomado? Se o assunto está surgindo de dentro da Frelimo que haja purificação de fileiras. O povo quer viver uma paz verdadeira" Sic


Pode parecer bizarro, mas o Moz24h sabe que mesmo dentro da Frelimo ,há vozes que em ambientes mais fechados estão no mesmo diapasão da posição do seu rival. (Moz24h)

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