Recomeçou em Luanda julgamento do escândalo dos 500 milhões de dólares


Retomado em Luanda o julgamento do escândalo dos 500 milhões de dólares, desviados pelo então presidente do Fundo soberano de Angola, José Filomeno dos Santos, filho do ex-Chefe de Estado angolano. A transferência teria sido legal segundo o ex-governador do Banco nacional, Valter Filipe que, afirma ter cumprido ordens do então Presidente JES, que confirmou em carta ao Supremo Tribunal.

O antigo Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, confirmou esta terça-feira, em carta datada de 06 de Fevereiro ao Supremo Tribunal de Angola, ter dado orientações ao ex-governador do Banco Nacional, para efectuar uma transferência de 500 milhões de dólares, para tirar o país da crise económica.

A confirmação do ex-presidente angolano coincide com o retomar do julgamento do caso "500 milhões de dólares", gerida pelo Fundo soberano de Angola, presidido então por José Filomeno dos Santos, filho do ex-Chefe de Estado.

Na base deste escândalo é a transferência de 500 milhões de dólares do Estado angolano para o Banco Crédit Suisse de Londres.

O ex-Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, retirado em Barcelona, na Espanha, reconhece ter dado indicações ao ministro das Finanças e ao governador do BNA, para realizar as operações, que captariam um investimento de 30 mil milhões de dólares, para investimentos de financiamento ao país.


Presidente João Lourenço conhecia trâmites legais dos 500 milhões


"Também pedi ao governador do BNA, Valter Filipe para entregar todo o processo ao actual Presidente da República e ao novo executivo, e tudo foi feito em benefício do país, do interesse público", sublinha José Eduardo dos Santos.

"Nada foi feito de forma oculta ou às escondidas como agora se pretende fazer crer, pois estavam em preparação os decretos presidenciais para a autorização e formalização desse processo", lê-se ainda na carta do ex-Presidente ao Supremo.

De notar, enfim, que o governado do BNA, Valter Filipe, nas suas declarações iniciais no Tribunal, defendeu que a operação da transferência dos 500 milhões de dólares para uma conta em Londres, era legal e para um plano de financiamento internacional de 30 mil milhões em infra-estruturas em Angola. (RFI)

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