Reassentamento na Vila de Quitunda: Faltam terras para machambas


Por Sérgio Cossa


A pompa da inauguração, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, da Vila de Quitunda, no distrito de Palma, pode esconder uma realidade trágica. Segundo organização não- governamental, Justiça Ambiental as famílias reassentadas não têm terras para produzirem alimentos para a sua subsistência permanente. As famílias encontraram disponíveis nas suas cozinhas alimentos que se prevê que durem 3 meses. E, por isso, a Justiça Ambiental questiona o futuro das famílias depois que os alimentos disponibilizados acabarem.

“São entregues casas novas, na cozinha, há mantimento para 3 meses, enquanto a terra para as machambas não está disponível, e depois dos 3 meses, o que será deles, se as terras para as suas machambas não estivem disponíveis? E para produzir alimentos, quanto tempo é preciso?”, pode-ser num texto publicado na página da Justiça Ambiental na rede social Facebook.

“Que futuro pode esperar um camponês sem terra ou um pescador sem mar?”, questiona a Justiça Ambiental.

Segundo esta organização ambiental, a indisponiblidade de terras de substittuição é o motivo pelo qual parte das famílias recusou-se a ser transportada para Vila de Quitunda.

As referidas famílias estão ser reassentadas, em virtude de antes viverem em áreas abrangidas pelos projectos de exploração de gás da multinacional Anadarko.

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