Quem são os futuros mestres do GNL da EXXONMOBIL na bacia do Rovuma?


Mesmo antes da Decisão Final de Investimento (DFI) a Exxonmobil e seus sócios, já escolheram os membros do conselho de administração que vão liderar o projecto.

A ExxonMobil está a dirigir o projecto para as futuras unidades do Gas Natural Liquifeito (GNL), que serão fornecidas com gás pelo bloco 4, e geridas por nove membros do consórcio Rovuma LNG (na singla inglesa) (ExxonMobil-ENI-CNPC-Galp-Kogas-ENH) num sistema rotativo de mandatos com a duração de quatro anos. Dos nove, muitos são especialistas em gás, as apenas dois têm experiência profunda no continente Africano.


O Australiano no comando do Consórcio Exxon-ENI’s.

O homem que tomou o lugar de presidente do conselho do Rovuma GNL já realizou projectos desta escala no passado. De 2011 a 2017, Geoff Parker, um engenheiro Australiano, coordenou a construção da colossal plataforma de petróleo Hebron de 14 biliões de Dólares Americanos da ExxonMobil ao longo da costa na Australia. Todd Stevens, que tem vindo a ser o vice-presidente da ExxonMobil África nos últimos 6 anos, vai secundar Parker no Conselho de Administração. Stevens é um verdadeiro conhecedor do continente, assim como Alessandro Nanotti, que foi escolhido pela ENI, co operador do bloco 4, para representar p grupo no Rovuma LNG. Nanotti foi director comercial da ENI no Congo de 2008 a 2010. Nos últimos dois anos coordenou as principais operações na bacia do Rovuma. Fabrizio Menegazzo, um engenheiro de hidrocarbonetos que trabalhou para a principal subsidiária Italiana de petróleo e gás Tecnomare nos últimos 11 anos, irá representar também a ENI no conselho.

Yonghao Bo, mestre da GNL da CNPC. O terceiro maior accionista da LNG Rovuma com 25%, a CNPC, escolheu Yonghao Bo, o vice-gerente do departamento da firma estatal Chinesa de refinação de químicos e gasodutos, para representar os seus interesses no consórcio. Em 2014, Bo, um especialista de gás liquefeito, trabalhou no projecto da LNG da Shell do Canadá, que irá construir dois comboios com uma capacidade total de 13 milhões de toneladas por ano, ligeiramente abaixo dos 15,2 milhões de toneladas por ano do projecto da LNG do Rovuma.


Os pequenos jogadores colocam os seus peões.


As relações entre os grandes investidores, Exxon e ENI, e os parceiros mais pequenos, Galp, Kogas e ENH, que detêm todos 10% do bloco 4, muito provavelmente permanecerão tensas até ser feita a decisão do investimento final. A ExxonMobil manifesta preocupação em relação à capacidade dos três parceiros financiarem o projecto. A Galp baseada em Lisboa será representada no conselho do LNG Rovuma por João Pedro Montez, actualmente encarregado dos projectos da Kogas, Kyu Young Cho. A firma nacional de petróleo de Moçambique, a ENH, será representada pelo advogado Placido Maunze. O nono e último membro do conselho de administração é o engenheiro Zhihua Sun, o veterano líder da equipa de imagem sísmica no grupo de serviço de petróleo Francês , CGG. No início de 2018 foi atribuído à CGG o contrato para executar uma pesquisa sísmica 2D da bacia do Rovuma. (AFRICA ENERGY INTELLIGENCE)

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