Quando o “Ximoko” se alojar no banco dos réus...


Por Luís Nhachote


Se a prisão de Manuel Chang emanada por ordens expressas das poderosas agências do Law enforcement “Gringas”, às portas do final do ano, foi o rastilho para o aparente despertar da longa noite das autoridades moçambicanas, estamos em crer que o ‘kuxa-kanema’ que se revestiu nas detenções de uma elite marginal, foi o combustivel que deflagrou, na praça pública, sem recurso a defesa, o “XIMOCO”!

Todo o lixo que está sendo vertido na antecâmara do julgamento mais apetecível da segunda república, deixa claro que não se vão julgar apenas os “capturados” implicados, mas a decadência ao mais alto nivel da ganância da debilitada sociedade moçambicana.

Vai se julgar o Ximoko da podridão de um Estado. Na pele dos seus agentes e “amigos” vistosos da fauna acompanhante. Que a nossa sociedade está doente, isso todo o mundo esta careca de saber e, os paliativos, já tem os prazos expirados.

Como foi que se chegou ao estágio da captura do Estado, num gabinete que se tinha proposto a erradicar a ganância, combater a pobreza, quando se emanou a directiva do “tempo de correr” e não do “deixa andar?”

Como foi que a Casa Nostra se instalou no âmago dos serviços secretos, epicentro da concepção de uma ‘bolada’ que se quis soberana?

Como foi que um dos arautos da luta de libertação, no alto dos mais nobres valores inculcados durante a epopeia libertadora, teve os seus mais próximos em autênticos regabofes em nome do povo que dizia amar?

A titulo meramente ilustrativo, Renato Matusse, deve ser do grupo “de avanço” o detentor do grau académico de Phd e era assessor politico do presidente Guebuza.

Que conselhos dava ao seu chefe? Dizia que o ‘Camarada’ presidente era visionário de manhã e, a tarde espreitava o seu saldo bancário para saber se o vil metal já tinha sido transferido?

Esse julgamento, quando chegar a hora, com todo o interresse político de se esconder o que ainda ficou por se saber, será uma oportunidade de se aferir o grau de relacionamento entre o judiciário e o executivo. Os sinais que emitidos mostram que nas zonas de penumbra se trava uma luta titânica pela politização do judiciário. E quem tiver sobre controle o judiciário, após o Ximoko se alojar no banco dos réus, poderemos saber a quantas andam as núpcias entre esses poderes.

Quando o Ximoko se alojar no banco dos réus e se vomitarem as nuances de uma organização criminosa, os doutores da lei, do alto da sua ciência poderão nos explicar, finalmente o que é um Estado de Direito Democrático.

Para que os que no fénix acreditam, possam assistir, no renascer das cinzas, a utopia muitas vezes acreditada....

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