Presidente sul-africano prolonga presença militar em Moçambique por mais três meses


O Presidente sul-africano Cyril Ramaphosa confirmou a permanência por mais três meses dos 1.495 militares destacados para Moçambique e que integram a missão da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, SAMIM.

O contingente foi inicialmente enviado no final de Julho para a província de Cabo Delgado

por um período de três meses.

Entretanto, a 5 de Outubro, a troika da SADC aprovou a extensão do período da missão, sem, no entanto, indicar a data do fim da estada das tropas em Moçambique.

Uma carta do Presidente sul-africano, datada de 15 de Outubro, enviada ao presidente da Assembleia Nacional, Nosiviwe Mapisa-Nqakula, e aparentemente entregue na reunião do Comité Permanente Conjunto de Defesa sexta-feira última, confirma a extensão por mais três meses.

“Alarguei a missão dos 1.495 membros da SANDF para o serviço, no cumprimento de uma obrigação internacional da África do Sul para com a SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral), a fim de apoiar Moçambique no combate a actos


África do Sul, Botswana, Lesoto, Tanzânia e Angola enviaram tropas para a SAMIM que estão no terreno juntamente com as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique e um contingente de quase dois mil militares do Ruanda a combater a insurgência que, desde Outubro de 2017, provocou mais de três mil mortes e cerca de 850 mil deslocados.

As forças conjuntas têm anuciado vitórias no campo militar e garantem que os deslocados começam a regressar às suas áreas de residência.


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