Prémio de Jornalismo para Água



Maputo, Novembro de 2021 – A WaterAid Moçambique, em parceria com o Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ), a Direcção Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento (DNAAS) e o Ministério da Terra e Ambiente (MTA), realizam hoje, Sexta-Feira, dia 19 de Novembro, a partir das 16h00, no Hotel Meliá- Maputo Sky, a Gala de Divulgação dos vencedores das diferentes categorias do Prémio de Jornalismo para Água, Saneamento, Higiene e Mudanças Climáticas.


O Prémio de Jornalismo para Água, Saneamento e Mudanças foi lançado nos princípios deste ano, cobrindo trabalhos divulgados entre 15 de Outubro de 2020 a 29 de Outubro de 2021 e visa, essencialmente, valorizar o trabalho realizado pelos órgãos de comunicação e seus profissionais, além de destacar os trabalhos jornalísticos de qualidade sobre o impacto das mudanças climáticas no acesso à água, ao saneamento e à higiene. Além disso, visa incentivar a divulgação de informações relevantes sobre os sectores de ambiente, água, saneamento e higiene em Moçambique.


Para esta edição, foram submetidos 31 trabalhos de diferentes órgãos de comunicação social e de profissionais de diversas regiões do País.


A gala de entrega dos prémios, também apelidada de “Gala de Celebração da Excelência do Jornalismo Moçambicano” acontece numa data em que o mundo celebra o Dia Mundial da Latrina, um momento usado para inspirar acções para enfrentar a crise global do saneamento e ajudar a alcançar o Objectivo 6 de Desenvolvimento Sustentável (SDG-6), sobre água e saneamento para todos até 2030.


Em Moçambique, o acesso à água potável e saneamento adequados ainda constitui um grande desafio para o desenvolvimento e erradicação da pobreza. Com efeito, os serviços continuam desiguais nas zonas rurais e urbanas, onde ainda prevalecem práticas tais como o fecalismo a céu aberto, que contribui em grande medida para ocorrência cíclica de doenças associadas ao consumo de água imprópria e ausência de saneamento adequado.

Estatísticas do INE (2017) indicam que cerca de 46% da população em Moçambique não tem acesso a água potável, 65% da população não tem acesso ao

saneamento melhorado e mais de 2.500 crianças abaixo dos cinco anos de idade morrem anualmente devido à prevalência de doenças preveníveis resultantes do consumo de água imprópria.


Este cenário, é agravado pela ocorrência cíclica de eventos climáticos tais como cheias, secas, ciclones e terramotos, com impacto devastador sobre infra-estruturas de água, saneamento e higiene. Numa lista de 181 países, Moçambique está na posição 39 em termos de vulnerabilidade às mudanças climáticas (JMP, 2019).

Para os parceiros deste prémio, os jornalistas são actores importantes na disseminação de informações sobre a situação de acesso à água, ao saneamento e à higiene; na educação e sensibilização das comunidades sobre os cuidados a ter com a água e, acima de tudo, na construção de evidências do impacto das mudanças climáticas no acesso à água para que os tomadores de decisão possam priorizar investimentos na mitigação dos impactos;

Para os desafios de acesso acima mencionados, os jornalistas podem desempenhar um papel fundamental, advocando, através dos seus órgãos de comunicação social para que:

· O Parlamento aprove um plano e um orçamento que acelere a realização do direito ao saneamento para todos até 2030;


· Fiscalizar as acções do Governo, questionando e escrevendo sobre o estágio da implementacao das politicas de saneamento aprovadas;

· Educar e consciencializar a população para a construção de latrinas;

· Fiscalizar e alertar para que as instituições públicas (centros de saúde, escolas, mercados ect) tenham saneamento seguro e que sirvam de inspiração para o nível familiar melhorar o saneamento. (Moz24)

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