Portugal vai apoiar Moçambique na luta contra o terrorismo com 60 formadores


No âmbito da luta contra o terrorismo em Moçambique, o governo português vi apoiar aquele país, destacando para lá cerca de 60 formadores das forças especiais para o centro e sul de Moçambique no próximo mês de Abril, revelou ontem o ministro português da Defesa, João Gomes Cravinho.

“O que vamos destacar são formadores para formar fuzileiros e comandos. São militares que têm essas valências, forças especiais. Acredito que seja na ordem dos 60. Ainda não está estabilizado (o número de efectivos) porque ainda há um trabalho de planeamento em curso com as autoridades moçambicanas”, indicou João Gomes Cravinho à Agência Lusa.

“Irão, em princípio, para locais diferentes: no sul do país, perto de Maputo, e no centro, mas ainda não está inteiramente decidido”, acrescentou ainda o governante português que ao ser questionado sobre as alterações ao programa quadro de cooperação técnico-militar com Moçambique a vigorar nos próximos três anos, indicou que o que está previsto é uma "intensificação" da cooperação com este país, tendo em conta o contexto vivenciado actualmente por Moçambique.

A província moçambicana de Cabo Delgado está a ser palco de ataques desde Outubro de 2017 perpetrados por grupos armados ligados a organizações islâmicas radicais que causaram milhares de mortos e mais de 600 mil deslocados.

Estas violências que foram classificadas desde o início de 2020 pelas autoridades moçambicanas e internacionais como uma "ameaça terrorista" têm suscitado uma crescente e preocupação e mobilização.

Portugal tem estado a alertar as instituições europeias para a gravidade das consequências da violência no norte de Moçambique, tanto a nível humano como a nível económico, uma vez que coloca designadamente em questão aquele que é considerado um dos maiores empreendimentos mundiais para a exploração de gás natural, um projecto liderado pela petrolífera francesa Total.

Várias entidades e países como o Japão, os Estados Unidos ou a China disponibilizaram ajuda humanitária para as populações vítimas da violência em Cabo Delgado.

Ainda na semana passada, a ONU disse que no caso de Moçambique solicitar o seu apoio, a organização está pronta a prestar-lhe assistência com o Programa Global de Processamento, Reabilitação e Reintegração. (RFI)

75 visualizações0 comentário

Subscreva a nossa Newsletter

  • facebook

Ficha técnica

Director Editorial: Luís Nhachote (+258 84 4703860)

Editor: Estacios Valoi 

Redaçao: Germano de Sousa, Palmira Zunguze e Nazira Suleimane

Publicidade: Jordão José Cossa (84 53 63 773) email jordaocossa63@gmail.com

 

NUIT: 100045624

Nr. 149 GABIFO/DEPC/2017/ MAPUTO,18 de Outubro  

Endereço Av. Cardeal Don Alexandre dos Santos 56 (em Obras)

© By BEEI