Pio Matos e a abertura do ano judicial : “Não fui por vontade própria...”


O Governador da Província da Zambézia, Pio Augusto Matos foi a figura mais destacada que não esteve pela primeira vez numa cerimónia pública, depois de ser eleito e muito menos mandatou um representante para o substituir, no acto da abertura do ano judicial, que teve lugar em todo país, nesta terça-feira (04). Todos queriam saber o porquê desta ausência e pior ainda, não comunicada com antecedência, visto que no pódio, havia já uma cadeira reservada. Como ele, também Manuel de Araújo, Presidente do Concelho Autárquico de Quelimane, mesmo com convite, não se fez presente a cerimónia, tendo estado a Secretária do Estado, Judith Mussácula Faria, ou seja, a “Mutiyana Worera”, que na verdade é quem tinha os verdadeiros poderes naquele evento, conforme se pode ver no Programa que o DZ teve acesso Zambézia, Pio Augusto Matos foi a figura mais destacada que não esteve pela primeira vez numa cerimónia pública, depois de ser eleito e muito menos mandatou um representante para o substituir, no acto da abertura do ano judicial, que teve lugar em todo país, nesta terça-feira (04). Todos queriam saber o porquê desta ausência e pior ainda, não comunicada com antecedência, visto que no pódio, havia já uma

cadeira reservada. Como ele, também Manuel de Araújo, Presidente do Concelho Autárquico de Quelimane, mesmo com convite, não se fez presente a cerimónia, tendo estado a Secretária do Estado, Judith Mussácula Faria, ou seja, a “Mutiyana Worera”, que na verdade é quem tinha os verdadeiros poderes naquele evento, conforme se pode ver no Programa que o DZ teve acesso. Enquanto o pódio ia se compondo, os murmúrios na sala aumentavam. Os presentes sentiam que alguém estava faltar, visto que o seu assento mesmo ao lado da SdE estava desocupado. Era Pio Matos, o Governador que nem sequer quis saber desta cerimónia que seria a primeira na sua governação. SdE sem (muitos) comentários Como não é um facto normal, o Diário da Zambézia interpelou a Secretária do Estado na Província da Zambézia, Judith Faria sobre a ausência do seu colega na cerimónia. Em resposta, curta e muito fria, a SdE diz que a pergunta deveria ser dirigida aos organizadores da cerimónia, neste caso, a Magistratura. Perante a nossa insistência, a SdE foi relutante ao concluir.


Juiz Presidente diz que tudo vai bem


Já o Juiz Presidente do Tribunal Judicial da Província da Zambézia (TJPZ), Paulo Cinco Reis, desvalorizou esta ausência do Governador. Quando indagamos, Cinco Reis disse que “não tenho nada a dizer... é um processo e provavelmente haja alguma coisa” – vincou para depois tentar colocar água na fervura com argumentos de que estas duas figuras foram criadas recentemente e não há nada de anormal, está tudo bem. “O Estado esteve lá...” Em EXCLUSIVO ao Diário da Zambézia, Pio Matos falou via telefónica em torno deste assunto que desde a hora que o DZ colocou a circular a informação da sua ausência nas redes sociais, começou a ser bastante badalado. Mas o Governador da Zambézia, não se escondeu e esclareceu que “Não fui...é normal” - disse Pio Matos para em seguida acrescentar que “o Estado foi bem representado pela SdE” - concluiu. Entretanto, sabe o DZ que afinal, o Governador P i o M a t o s esteve em Nicoadala, na sua agenda normal de trabalho, o que começa a levantar vários debates, sabido que Matos é um daqueles quadros dentro da Frelimo que não se deixa levar por ânimos e quando é para esclarecer os males entendidos, mesmo que isso tenha que doer alguns, ele o faz. (Ernesta Missage, Diario da Zambezia)

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