Paz desligada da inclusão e justiça é um recreio de pequena escala


O Presidente da Nova Democracia (ND), Salomão Muchanga, antevê novo(s) acordo(s) de Paz entre o governo da Frelimo e a Renamo nas vésperas das próximas eleições. Segundo Muchanga, todos acordos de Paz já assinados no país não passaram de entretenimento, uma letra morta alegadamente porque o Povo, maior beneficiário dela, nunca foi incluído no processo.

Para Salamão Muchanga, não há dúvidas de que, em 2024, haverá assinatura de um novo acordo de Paz entre a Frelimo e Renamo a ter em conta o contexto político actual.

Muchanga lamenta que o nosso país infelizmente caracteriza-se por um período de crise em quase tudo e confiança em quase nada.

Em entrevista ao Zambeze, Salomão Muchanga alerta que é, sem dúvida, um equívoco “colectivo” sem paralelo na história contemporânea de Moçambique celebrar a (uma suposta) paz definitiva em guerra intermitente/ininterrupta.

“E perante este cenário de acordos em letra morta, nas vésperas das eleições em 2024 vão seguramente assinar o acordo de paz definitivíssima”, ironiza Muchanga, para de seguida justificar que eles “esquecem-se que a paz só se faz com inclusão e reconciliação, que a paz se faz com justiça. Uma paz desligada da inclusão e justiça é um recreio de pequena escala que faz dela um evento e não uma agenda”.


Capitalismo opressivo explora nossas dificuldades


Os viciosos acordos de Paz nacional, para o nosso entrevistado, são um jogo no qual “o capitalismo opressivo explora as dificuldades nacionais num expediente de infra- humanização dos moçambicanos”.

De acordo com o Presidente da ND, o nosso país vive um conflito militar no centro, por um lado, e terrorismo por outro. A situação de Cabo Delgado ameaça destruir o projecto de Estado e o modelo de sociedade na Constituição da República.

“Os direitos humanos grosseiramente violados com os níveis de pobreza a aumentar entre perseguições, censura, raptos e baleamentos a obedecer o comando dos donos da situação”, desabafa Muchanga.

Segundo Salomão Muchanga, estas guerras não tem razão de ser, pior ainda, sob olhar impávido de quem continua indiferente as vidas perdidas e ao sofrimento de toda uma Nação.

“Isto furta o interesse nacional. Diz-se que a paz faz-se a dois, mas aqui não basta a Frelimo e a Renamo terá de ser a três, ou seja, os dois e a inclusão, o cidadão espera por isto para a paz sustentável”, alega Salomão Muchanga.

Para a fonte que temos vindo a citar, enquanto a guerra premiar, os seus protagonistas farão disso um desporto político mais nobre que o “moçambola” em que o sonho da paz é acordado pelo barulho das armas.

“Mariano Nhongo é uma manifestação inequívoca de um acordo falhado cuja resolução é um diálogo sincero sem aparatos demagógicos que o Presidente Nyusi  e seu querido parceiro não podem evitar”, alerta Muchanga. (Fonte Zambeze)

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