PAPA trás na bagagem Esperança, Paz, reconciliação e...despesismo!


Por Estácios Valoi


Com a chegada do Papa Francisco hoje a Moçambique, os cristãos da igreja Católica Apostólica Romana fundada pelos discipulos de Jesus Cristo vão jubilar. É a segunda vez na história do país que os moçambicanos adestritos à esta religião e, não só, vão poder “ver com olhos de ver” o Pedro Apostólo Principe dos Apostólos (PAPA) que é como se abrevia a designação do discipulo Pedro, a quem a História outorga como tido sendo o primeiro a chegar a função de dirigir o rebanho de um bilião e duzentos milhões de fiéis em todo o mundo. No entanto no meio desse júbilo há contas que não costumam ser feitas, pois parece que as “coisas de Deus” não tem preço.

Neste artigo procuramos emprestar respostas do despesismo inerente a está visita cuja factura já esta debitada nos fundos do erário publico e, mostrar apenas dois pequenos exemplos de outras latitudes.


Um PAPA pré-eleitoral à Reboque de Filipe Nyusi


A convite do Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, 31 anos depois o país será hospedeiro do peregrino Papa Francisco de hoje até ao dia 6 deste mês.

O programa da visita do Papa Francisco divulgado pela Imprensa da Santa Sé terá o seu começo com a realização do encontro de cortesia com o Presidente da Republica de Moçambique que interrompeu a sua campanha eleitoral para receber o seu convidado. Nas ultimas semanas Nyusi foi um autêntico surdo a criticas dispersas a esta visita, que alguns sectores das forças vivas da sociedade considera inoportuna pelo facto da mesma coincidir com o período eleitoral.

Do cardápio da visita do papado para além de falar aos jovens, também esta agendado um almoço na Nunciatura Apostólica, e mais tarde deslocar-se á Catedral da Imaculada Conceição onde estarão bispos, sacerdotes, religiosos, consagrados e seminaristas, catequistas e animadores, para os quais fará o terceiro e último discurso findando já a 6 de Setembro com uma visita ao Hospital de Zimpeto antes de deixar o pais.

Uma visita milionária do Papa que segundo sua mensagem habitual vem pregar pela paz, bem-estar, redução da pobreza e muito mais num Moçambique cujo paz, acordos assinados continuam a quem do almejado segundo se pode testemunhar com o nascimento da Junta Militar da Renamo.

O Moz24h apurou que a visita PAPAL vai custar cerca de 20 milhões de meticais.

Com o estágio da ‘crise’ como o chefe do estado Moçambicano Filipe Jacinto Nyusi, vem repetindo em alguns comícios populares, justificando a falta da construção de infra-estruturas como escolas, hospitais, “ O pais esta em crise por isso para este ano não vamos alcançar as metas do governo’, há milhões para a visita Papal cuja publicidade pela Itália relativamente ao dito acordo de Paz, da manchete da EuroNews intitulada Paz explode em Moçambique (“Scoppia la Pace in Mozambico”), as ovações do Santo Egídio.

Os escândalos de pedofilia protagonizados por padres, cardeais cujos mesmos encontram “ protecção” nas leis do Vaticano, os conflitos em Cabo Delgado, as eleições a porta, acordos ‘pútridos” infindáveis a linha do custo de uma visita do género elevadíssimo ‘ aos necessitados, quanto custara a Moçambique, isto é, considerando que “ o Pais que convida é que custeia visita e não o Vaticano.”


Os custos e as polémicas de outras viagens PAPAis...


Em 2018 os custos da visita Papal a Genebra-Suíça efectuada no meio de muita polémica não apenas sobre a pedofilia mas também sobre os custos elevadíssimos das despesas incluindo o seu serviço de segurança custariam a Suíça 2,5 milhões de Francos segundo Marco brenni 21-jun-2018 9.12

“Com sua visita a Genebra, o papa esvaziará os cofres da diocese relativa.”

Em 2013, a sua primeira visita ao “Serviço de Cristo” foi para o Brasil e estava orçada em R$ 118 milhões (262,701,000 milhões de meticais) onde o governo federal iria desembolsar R$ 62 milhões, sendo R$ 30 milhões para cobrir a área de segurança e defesa enquanto o Estado e município contribuiriam cada um com um montante de R$ 28 milhões cada.

“Um ano depois da visita do Papa à Suíça: a generosidade dos fiéis cobriu todos os custos. E só agora é que acabou a divida com o Vaticano. Quem pagou foram os fiéis cristãos.” https://www.catt.ch/newsi/convenzioni-di-ginevra-lappello-del-papa-allangelus-tutti-devono-rispettarle/

Ainda sobre os escândalos de pedofilia, em protecção do mais vulneráveis e responsabilização dos clérigos, “ Faz ano que pede-se a reforma da lei que protege o homem da Igreja mas o Vaticano continua a protege-los. Eu lembro-me que o único Papa que tentou mudar essas regras foi o Papa Albino Luciani (Giovanni Paolo 1') que morreu trinta e três dias apos ter tomado posse. O outro foi Joseph Ratzinger- Papa Benedetto XVI que abriu as portas do Vaticano a policia italiana para que pudesse punir aos prevaricadores – padres que que abusavam crianças. Estava disposto a tal feito. Não recuou quando apercebeu-se que a polícia descobrira que o seu irmão também cardeal pedófilo estava envolvido. Insistiu que a as investigações continuassem. Queria por fim a esta prática. Disse uma fonte na Itália

Para perceber um pouco mais sobre as parangonas no Vaticano, o Moz2h tentou pela Europa contactar o escritor David Yallop mas não o encontramos. Segundo fontes, desde que Yallop publicou o seu livro, vive em parte incerta, ‘e que “ o Vaticano ando caça dele.”

Contudo, aqui fica a obra “ Em nome de Deus” (In God’s name) por David Yallop, http://docshare04.docshare.tips/files/24043/240435065.pdf

Em nome de Deus ‘e uma investigação sobre o assassinato do Papa João Paulo I publicado em 1984. Yallop propõe a teoria de que o papa estava em " potencial " por causa da corrupção no Istituto per le Opere Religiose (IOR, Instituto de Obras Religiosas, a instituição financeira mais poderosa do Vaticano, mais conhecida como Banco do Vaticano), que possuía muitas acções no Banco Ambrosiano. O Banco do Vaticano perdeu cerca de um quarto de bilhão de dólares. https://en.wikipedia.org/wiki/In_God%27s_Name

Se a Suíça levou um ano para pagar a divida ao Vaticano em resultado da sua visita efectuada a Geneva, quantos anos Moçambique levará para pagar o Vaticano!?

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