Ossufo Momade diz que Partido no poder promove intolerância política


“Neste país não há cidadão de primeira, nem de segunda, nem de terceira”, defende líder renamista


O líder da Renamo, Ossufo Momade, acusa o Governo/Frelimo de promover a intolerância política e questionou se ao agir desta maneira o partido no poder não pretende desarmar a RENAMO para depois “fazer caça às bruxas a seus membros.

A tolerância, a aceitação do outro e o projecto comum de desenvolvimento são os alicerces da paz e reconciliação nacional.

“É chegado o momento de cada moçambicano e cada dirigente aceitar o outro como irmão. Neste país não há cidadão de primeira, nem de segunda, nem de terceira”.

Ossufo Momade que também falava por ocasião do 4 de Outubro explica que durante os 28 anos do Acordo de Roma, o Governo/Frelimo tem orquestrado esquemas para garantir a manutenção de poder em detrimento da Renamo.

Narrando esses esquemas, Ossufo fala de ter havido um estrangulamento do exército, onde estavam integrados os antigos guerrilheiros da Renamo, alguns acabaram sendo desligados da vida militar antes de atingir a idade de reforma.

De acordo com o líder da Renamo assistiu-se ao longo do tempo a sucessão de “megafraudes eleitorais”, sequestros e assassinatos de cidadãos.

“Os cidadãos clamam pelo respeito dos direitos fundamentais, como o livre exercício da actividade política, contrariamente ao que tem acontecido um pouco por todo o país, como por exemplo, em Sussundenga/Dombe, onde, afirma, os líderes comunitários impedem o içar da bandeira da Renamo”.

Segundo Ossufo Momade “tais líderes comunitários chegam à estranha aberração de obrigar membros da Renamo a pagar quotas em benefício do partido Frelimo, o que significa autêntico abuso de poder e arrogância política desmedida”.


Inquérito Parlamentar


Ossufo Momade destacou a posição do seu partido para a criação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar as denúncias sobre violações dos direitos

humanos em Cabo Delgado, cuja autoria é atribuída às forças governamentais.

Entretanto, na semana passada a Assembleia da República decidiu enviar uma equipa da comissão dos assuntos constitucionais e legalidade ao terreno para apresentar até

30 de Outubro um relatório sobre a situação nas zonas atingidas pela violência armada em Cabo Delgado, Sofala e Manica.(Redacção)

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