Os pressupostos da JMR do General Nyongo


A Junta Militar da Renamo, que se assume como estrutura militar do Partido Renamo, entricheirada nas matas, com alegadas 11 Unidades Militares Provinciais, desde dos tempos do AGP vai hoje eleger o presidente do movimento rebelde, por não reconhecer Ossufo Momade. O Moz24h partilha na integra, as notas principais desse documento

De acordo com um documento da JMR, cada Unidade Militar, representa um Comando Militar Provincial da Renamo com respectivos Oficiais Superiores e Generais de Guerra, que praticamente hoje não concordam com os modelos que excluíram os Comandos no processo da actual assinatura do chamado Acordo de Paz Definitiva, entre o Governo da Frelimo e o General Ossufo Momad, pois, Momad abusando da nossa confiança foi se render à Frelimo, sem o respaldo dos principais operativos da guerrilha, somente para acomodar as suas mordomias individuais reservadas ao segundo homem mais votado!

Perante estes factos que tanto perigam o processo da Paz e Reconciliação Nacional entre irmãos da mesma Pátria, a Junta Militar da Renamo movido pelo Espírito patriotico e, para salvar os interesses Superiores da Nação Moçambicana : determina e manda publicar oficialmente a partir de hoje, a destituição imediata do actual Presidente da Renamo, Sr Ossufo Momade e anuncia a anulidade de todos os acordos que Momad assinou com o Governo da Frelimo como medida adequavél para dar resposta, a traição e a divisão interna do Partido Renamo, imposta pelo Ossufo Momad, que sistematicamente abandonou o espírito dos acordos inicialmente negociados pelo Comandante Supremo das Forças da Defesa da Renamo, General Afonso Dhlakama com apoio da sua guerrilha nas matas!

A Junta Militar, a sua missão primordial, passa a assumir oficialmente todos os Poderes de decisão e administração ligados ao Processo da Desmilitarização, Desarmamento e Reintegração dos efectivos militares, assim como das populações que estiveram sob administração da Renamo até a altura da assinatura dos Acordos de Roma em 1992!

E para garantir a Paz e tranquilidade no seio do Partido e na Sociedade em Geral, durante este processo de Transição, a JMR avança com três pressupostos básicos e elementares para a Paz Definitiva:


PRIMEIRO PRESSUPOSTO,


Garantir e assegurar que todos os guerrilheiros, nomeadamente Brigadeiro Jossefo de Sousa, Tenente-General Raimundo Thayo e Tenente-General Alberto M'ponha, estejam livre dos cativeiros privados do Ossufo Momad, e assegurar que as instituições do Partido Renamo, ou seja a Sede Nacional, as Delegações Provinciais, Distritais e os Deputados, funcione normalmente e na mesma plataforma política com os princípios da Renamo.


SEGUNDO PRESSUPOSTO


Manter o rítmo do cessar-fogo e a trégua proclamada pelo Presidente Afonso Dhlakama, para garantir, a livre circulação de pessoas e bens, transição civilizada sem guerra, até ao processo definitivo das Eleições Gerais, sem manipulação política dos órgãos eleitorais e respectivos gestores.


TERCEIRO PRESSUPOSTO


Assegurar a eleição do Presidente da Junta Militar e do Presidente Interino do Partido Renamo, para assegurar o processo de desmobilização e reintegração de todos os guerrilheiros da Renamo, com transparência, integridade, honestidade e confiança entre as partes, para uma paz definitiva e duradoira, porque ao longo dos 25 anos do exercício da democracia eleitoral, a Frelimo limitou-se a manipulação política dos acordos e das instituições; Gerir o processo de integração dos guerrilheiros nas Forças Armadas, Ministério do Interior e no SISE; Negociar com o Governo e a Comunidade Internacional, para aprovação de uma estratégia de reintegração dos guerrilheiros na vida social, através de projectos concretos e sustentáveis, que deverão ser geridos por uma INSTITUIÇÃO FINANCEIRA INDEPENDENTE, a fim de animar a nova era da democracia económica, depois da bem sucedida era da democracia multipartidária! Porque a experiência dos anteriores acordos de Paz, mostraram inconsistentes, pelos factos de manipulação política e militar, desconfiança, falta de transparência e politização do processo, em que uns eram desestabilizadores vindos do mato e outros, os donos da verdade e do País, proprietários da Administração Pública e seus recursos e, foi perante essa dualidade de tratamento, que levou as partes, para uma desconfiança profunda que quebrou todos os espíritos dos acordos assinados anteriormente, tais como :

O Acordo Geral de Paz de 4 de Outubro de 1992, a ONUMOZ - falhou;

O Acordo de Paz, de 5 de Setembro de 2014, oFundo da Paz e Reconciliação Nacional, gerido pelo Ministério dos Combatentes, também falhou!

Negociar com o Governo e a Comunidade Internacional, para a criação de um organismo Empresarial da Sociedade Civil, para trabalhar na gestão dos Fundos Privados e negócios sustentáveis relaccionados com os processos de reintegração económica e social dos guerrilheiros, em parceria conjunta com o Governo da República de Moçambique e com a Comunidade Internacional. Para finalizar, a Junta Militar da Renamo, proclama uma MOÇÃO de Apoio ao Tenente-General Mariano Nhongo, pela sua inquestionável coragem militar ao resgatar o Partido Renamo sequestrado pelo Ossufo Momade, como a sua propriedade privada, doada pela sua Victória no passado Congresso da Gorongosa!

Ossufo Momade, não foi eleito para vender a Renamo e destruir o seu EMG à preço de banana, mas sim foi eleito para dar continuidade e proteger os Interesses Superiores da Nação, pelas quais a Renamo lutou desde 1977! Interesse esses defendidos por André Matsangaisse e Afonso Dlhakama, cujas vidas fertilizaram aos objectivos contínuos da nossa luta permanente pela DEMOCRACIA!

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