Os inputus da pandemia no resgate da autoridade do Estado



Desde o inicio da pandemia e a conseguente declaração do “Estado de Emergencia” que a profecia, segundo a qual, “Moçambique está de volta”, parece estar a ser cumprinda no que a urbanidade tange.

A vassourada, por parte da edilidade das ruas da baixa, dos mercados “Estrela” e “Xipamanine” estão a emprestar a capital uma imagem de estarmos na presença da normalidade.

Do alto do seu pedestal, o profeta deve olhar do aclamado quarto andar, com lupas de engenheiro, as obras dos seus antecessores que tiveram sempre os planos quinquenais do governo, encravados nas praças retromencionadas, onde a consagração destes estranhos mercados a urbanidade, se deu com a anuência do estado que, depois veio tentando as desmontar em vão.

Foi preciso o virus vir com o nosso Mayor, na sua maior das inocências, após bastantes batérias de exames como foi anunciado, para que as autoridades começassem com o rastreio do virus na comissão politica.

Este Covid19 não é brincadeiras.

Faço parte da geração que emitiu os primeiros vagidos na aurora da independência que vai fazer 45 anos daqui a uns dias.

Os da mesma gesta, dessa vaga, todos os vivos poderiam ser chamados para deporem os seus testemunhos, sobre a transição da ordem totalitária e monolitica para a desordem institucional da democracia.

Para que conste, até essa transição, nunca nos foi a nos explicado como terminou o projecto da construção do “Homem Novo” que foi codificado na correspondência do saque daquela ´malta amiga e camarada´ com o “Son” Jean Boustani. Três beijos para quem não gostar deste texto!!!

Há-de ser natural que haja “muita poeira”. Afinal de contas, a quantidade de metro quadrado que foi ocupado pela sobrevivência, fez lembrar as devidas autoridades, as do escalão mais baixo, que a lei na selva emana que o “cabrito come onde está amarrado”.

Invertendo a pirâmide desse cabritismo instituido na transição, com alfandegários na vanguarda, a amostra do topo está apenas codificada por obra da Kroll que veio aqui fussar na nossa soberania.....enquanto uma alegada prostituta, em nome dessa consultoria soberana, esperava receber em troca um apartamento no principado do Monaco, antes do virus ter chegado lá com honras principescas.

Foi viral o video do amaldiçoamento do autárca por parte de um municipe, que em pleno gozo dos direitos adquiridos da sua raiva, vociferou impropérios que fizeram os delirios da fofocagem nacional que se prática, em jeito dissumulado, de debates nos Whatsaap.

A baixa está com outra roupagem devido à ordem no sentido de urbanidade, mas tera ficado mais disciplinada com os ventos da pandemia.

Devem estar em todos os planos quinquenais as questões de segurança e saúde pública.

Mas nos crescemos, a saber, que, se o meu farol esquerdo (ou direito, idém as peças) sumir num gesto de magica, entre ir participar a ocorrência e ir ao “Estrela”, a última hipotese sempre foi a recomendável, nas masmórras do silêncio. Como bacela do que compravamos de novo, ainda faziamos stock de algumas bebidas, entre verdadeiras e contrafeitas.

Foi também viral a acção da autoridade do estado, a funcionar em casos extremos, como naquele do afoito rapaz afecto a presidência, que movimentou a Casa Militar que provou ao “Estrela” que os ventos de Mueda ainda sopram da banda do Museu.

Quando tudo isto terminar, pode ser que alguém se recorde dos inputus da pandemia no resgate da autoridade do Estado.

Luis Nhachote

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