OMS "muito desapontada" com a China


A Organização Mundial de Saúde está desapontada com a China com o facto de os funcionários chineses não terem finalizado as autorizações para a chegada de uma equipa internacional de cientistas ao país para rastrear a origem do novo coronavírus.

Numa rara crítica a Pequim, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou estar "muito desapontado com esta notícia, dado que dois membros já tinham começado as suas viagens e outros não puderam viajar no último minuto, mas tinham estado em contacto com altos funcionários chineses. Foi deixado, mais uma vez, claro que a missão é uma prioridade para a OMS e para a equipa internacional. Temos a certeza de que a China está a acelerar os procedimentos internos para iniciar a missão o mais rápido possível".

O Reino Unido registou, pela primeira vez, mais de 60.000 novos casos de Covid-19 num dia. O primeiro-ministro britânico explicou que o aumento do número de infeções deixou o Governo "sem escolha" a não ser impor um terceiro confinamento.

Boris Johnson sublinhou que mais de um milhão e trezentas mil pessoas já foram vacinadas contra o Covid-19 no Reino Unido. "Isto inclui mais de 650.000 pessoas com mais de 80 anos, o que representa 23% de todas as pessoas com mais de 80 anos em Inglaterra. Isso significa que quase uma em cada quatro pessoas dos grupos mais vulneráveis terá em duas a três semanas, todos eles, um grau de imunidade significativo".

No continente, a Alemanha vai prolongar o confinamento até ao final do mês e impor novas restrições nas zonas mais críticas. Exemplo disso, as reuniões sociais passam a ser limitadas a um visitante de fora de cada agregado familiar, nos lares, os colaboradores e os visitantes serão obrigados a fazer testes rápidos com antecedência.

A Dinamarca impôs, esta terça-feira, novas medidas de confinamento com o objetivo de travar a rápida propagação da nova variante do vírus que se acredita ser mais transmissível. (Euronews)

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