O estranho desaparecimento do Jornalista da Rádio Comunitária de Palma



O desaparecimento de Ibraimo Abu Mbaruco. jornalista e locutor de uma rário comunitária de Palma, está a preocupar algumas entidades segundo apurou o Moz24h.


Segundo fontes do Moz24h, Ibraimo Mbaruco terá saiudo da sua casa para a Rádio por volta das 15,00 horas do dia 7 de Abril em curso, onde esteve a trabalhar até cerca das 18,00 horas do mesmo dia. 

Alegações apontam que o jornalista teria sido sequestrado quando regressava a casa, entre as 18,00 e 19,00 horas. Momentos antes, Ibraimo Mbaruco teria enviado uma curta mensagem (SMS) a um dos seus colegas de trabalho, informando que “estava cercado por militares”. A partir desse momento, não mais atendeu às chamadas, embora o seu telefone continuasse a dar sinal de estar ainda comunicável.


“Estamos a ligar para ele desde o dia em que desapareceu, mas não atende as chamadas. A família também não o consegue contactar”, confirmou um dos amigos do jornalista, que afirma que imediatamente após o seu desaparecimento, os seus colegas da Rádio e familiares contactaram o Administrador Distrital, o Comando Distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) e a Secretária Permanente Distrital.


MISA -Moçambique preocupado



O MISA-Moçambique lamenta a ocorrência e apela às autoridades do Governo para que usem todos os meios para permitir que o jornalista seja restituído à liberdade.

A posição do Misa vem expressa num comunicado expedido ontem.

"Actos de violência e detenções arbitrárias de jornalistas contrariam todos os princípios de uma democracia ancorada na supremacia da Lei e no respeito pelos direitos humanos, e violam, de forma flagrante, todas as disposições da Constituição da República de Moçambique, no que diz respeito à liberdade de expressão e liberdade de imprensa."


Colaborades da SEKELEKANI


O Moz24h apurou que o desapacimento de Ibraimo Mbaruco é o segundo em Palma, depois de Roberto Abdala da mesma rádio que apareceu morto em Mocimba da Praia.

Ao Moz24h, o jornalista e activista Tomás Viera Mário disse que a Sekelekani está preocupada pela forma como os seus colaboradores estão a desaparecer em Cabo Delgado (Moz24h)

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