Nyusi exonera ministros da Casa Civil, do Interior e da Defesa


O Presidente da Republica, Filipe Nyusi, exonerou nesta terça e quarta/feira, em despachos separados, Amade Miquidade. Adelaide Anchia Amurane e Jaime Neto, respectivamente ministros do Interior, na Presidência para Assuntos da Casa Civil e da Defesa Nacional.

Os comunicados do Gabinete de Imprensa da Presidência da República não avançam os motivos para as tres exoneraçoes.

Miquidade foi exonerado numa altura em que a Polícia da República de Moçambique enfrenta dificuldades para combater o crime organizado, com os raptos no topo dos crimes que preocupam a sociedade moçambicana.

Antes da sua nomeação, Amade Miquidade exercia as funções de secretário-geral do Conselho Nacional de Defesa e Segurança (CNDS).

Por seu turno, Adelaide Amurane foi ministra na Presidência para os Assuntos Parlamentares, Autárquicos e das Assembleias Provinciais, no Governo de Armando Guebuza, tendo em 2015, aquando do primeiro Executivo formado por Filipe Nyusi, passado a ocupar o cargo de ministra na Presidência para os Assuntos da Casa Civil, ao qual renovou em 2020 após as eleições gerais de 2021.

Jaime Bessa Neto foi exonerado numa altura em que o país enfrenta o combate ao terrorismo que afecta alguns distritos do norte da província de Cabo Delgado e obrigou a intervenção militar estrangeira, concretamente dos países da SADC e do Ruanda.

Nesta quarta-feira, Neto foi o grande ausente da cerimónia de encerramento do curso de formação de Sargentos que decorreu em Boane, na província de Maputo, que contou com a presença de altas patentes das Forças de Defesa e Segurança moçambicanas e estrangeiras, com destaque para o Chefe das Forças Armadas da África do Sul.

Antes de ascender ao posto de ministro da Defesa, Jaime Neto foi deputado da Assembleia da República, pela bancada da Frelimo.

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