Nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala é eleita diretora-geral da OMC


A nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala se tornou na passada segunda-feira, 15 de Fevereiro na primeira mulher e a primeira africana à frente da Organização Mundial do Comércio (OMC). A nomeação da economista para o cargo de diretora-geral foi decidida durante uma reunião extraordinária entre os membros da organização, depois que sua adversária, a ministra sul-coreana do Comércio, Yoo Myung-hee, retirado a sua candidatura.

Em comunicado, Okonjo-Iweala disse que sua prioridade será abordar as consequências econômicas e de saúde da pandemia de covid-19 e implementar as respostas políticas necessárias para a retomada da economia global.

"Nossa organização enfrenta muitos desafios, mas trabalhando juntos podemos tornar a OMC mais forte, mais ágil e mais bem adaptada às realidades de hoje", disse a nova diretora-geral da organização.

Antes mesmo de sua designação, a economista de 66 anos já tinha amplo apoio de membros do órgão, incluindo China, União Europeia, União Africana, Japão e Austrália. Ex-colegas também já haviam defendido a escolha dela para o cargo.

"Ngozi é uma das pessoas mais qualificadas para a posição específica pela qual compete", disse à DW, Shamsudeen Usman, ex-ministro do Planejamento Nacional da Nigéria, dias antes da decisão final.Os dois trabalharam lado a lado como ministros sob o governo do presidente nigeriano Goodluck Jonathan em 2011. Antes de assumir a pasta, Okonjo-Iweala renunciou ao Banco Mundial, onde havia atuado por 25 anos.

Ngozi Okonjo-Iweala liderava a Aliança Global para as Vacinas (GAVI) até há poucas semanas (terminou o mandato a 31 de Dezembro). Fora recentemente enviada especial da União Africana para mobilizar apoio financeiro internacional na luta contra a covid-19 e enviada especial da Organização Mundial de Saúde para a iniciativa “ACT Accelerator”, refere a OMC nas informações sobre a recém-eleita directora-geral.

A economista tem experiência em finanças públicas e na área da cooperação internacional na Ásia, África, Europa, América Latina e América do Norte, indica a organização. Trabalhou durante 25 anos no Banco Mundial como economista na área do desenvolvimento, a cuja presidência chegou a candidatar-se em 2012.

Na Nigéria, tem experiência governativa. Okonjo-Iweala foi ministra das Finanças duas vezes. Primeiro entre 2003 e 2006; depois, entre 2011 e 2015. Pelo meio, foi ministra dos Negócios Estrangeiros, em 2006. Foi a primeira mulher a liderar as duas pastas, refere o currículo divulgado pela OMC.

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