ND lamenta haver privatização da soberania nacional


O país assinala esta sexta-feira, 25 de Setembro, o 56° aniversário do início da luta de libertação Nacional e, nesse contexto, o partido Nova Democrácia veio ao público recentemente saudar o povo moçambicano por ocasião desta data.

Para a ND a efeméride é uma oportunidade consequente para repensar a Nação e o nacionalismo a partir do 25 de Setembro para compreender o presente e construir o futuro do país.

“País este que passa por momentos muito difíceis; desde o terrorismo em Cabo Delgado, a instabilidade militar no Centro e a intolerância política por toda esta sociedade complacente. Celebra-se esta data num ambiente de crise sem precedentes nem paralelo que, pela sua força e agudeza, abala gerações inteiras com novos profissionais do ódio a vociferarem mentiras, terror e violência”, diz a ND num documento enviado à nossa redacção.


Um ultraje à Nação moçambicana


Sobre as Forças Armadas, a ND alega que são chocantes e repugnantes as imagens de tortura e fuzilamentos a civis que circulam no país e no mundo. Pior ainda quando não se sabe da investigação para apurar a verdade sobre o polémico vídeo que retrata o assassinato a rajada de balas de uma cidadã em Cabo Delgado.

“É um ultraje à Nação inteira pelo que advertimos ao Governo sobre o perigo destas manifestações de quem devia garantir a segurança dos cidadãos. Isto descamba a dignidade humana, o que é condenável a todos níveis (…) denunciamos aqui a cessação política da Assembleia da República perante tamanha preocupação do povo e indícios violentos que apontam abusos de direitos humanos e privatização da soberania nacional”, lê-se no documento em alusão.

Para a ND, actualmente, o órgão legislativo do nosso país é o Governo e o Parlamento, seu anexo.

Aliás, o mesmo documento em citação faz menção que aquela que deveria ser a Assembleia da República “é a Assembleia do Presidente da República, um Parlamento fraco, fechado e não útil aos mais altos interesses do povo Moçambicano”.

Paradoxalmente, a ND entende que temos igualmente no país um “Presidente da República que vai terminar gerindo crises, sem talento nem capacidade para supera-las e cumprir as suas promessas de campanha diante da penosa situação de todo um povo”.


Há que melhorar o salário dos militares


E diante do cenário de terrorismo na região Norte, mais concretamente em Cabo Delgado, e de outras ameaças, a ND exorta o Governo moçambicano a activar melhorias nos salários dos militares e toda sua logística para elevar a sua moral combativa.

“Assim, ganhamos um exército firme e apto para combater todo tipo de agressão interna e externa e ajudar a Nação a defender a sua soberania, porque há capacidade para defender a pátria e a integridade territorial. A Nova Democracia acredita na capacidade de auto superação dos Moçambicanos e juntos iremos sobreviver as ameaças de tirania e intolerância em todo país (…) os novos colonos não pregarão olho e serão vencidos a qualquer custo! Lutaremos na terra, no ar, no mar e em todo lugar para defender cada palmo deste solo pátrio”, defende a ND par de seguida concluir que “nestes 56 anos do 25 de Setembro queremos lembrar que as revoluções alimentam-se das insuportáveis condições de vida de um povo”. (Moz24h)

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