"Na Sombra do Diabo"



Texto e fotos: Estacio Valoi


A pedido do público o Associação Cultural Tambo Tambulani Tambo apresenta amanha Sábado as 18h a peca teatral na ‘Sombra do Diabo’

Trata-se de um monologo cujo texto e interpretação tem em palco Vitor Raposo com a encenação de Buanamade Amadeque e na assistência técnica Nuno Abubacar.


O monologo retrata as peripécias da guerra em Cabo Delgado que remonta desde desde 05 de Outubro de 2017 causando mais de 49 milhares de deslocados.

São retratos de uma guerra "O Quanto de loucura e ganância é necessário para o ser humano privar e tirar a vida do outro"?


Raposo tenta econder-se das balas


Em palco soltam-se memórias de pessoas envolvidas numa guerra que não a entendem o consciente marcado de mortes, pessoas decapitados, som de balas a rajadas no seu assobiar, bombas de ensurdecer, os gritos ecoantes de pessoas que fogem dos insurgentes, a todo vapor escapando desajeitadamente através de florestas densas nada ou quase nada deixando para trás se não corpos dos seus ente queridos que não puderam sepultar ou puderam sim usando ossos dos defuntos para cavar uma campa de improviso.


“Era o ano de 2017, a inflação politica internacional deu inicio a corrida ao rio Rovuma[1]norte de Moçambique. Mário Sungo, 66 anos, jornalista reformado, numa entrevista a rádio local, profetisa sobre tempos tenebrosos em que o pescado passará a valer mais que o pescador. Anos mas tarde, no auge do terrorismo, sua profecia nutre fileiras do Diabo. Procurado vivo ou morto, sua sobrevivência, vê-se mergulhado num pesadelo entre vida e morte, lucidez a loucura.” Diz o encenador da peca Buanamade Amade.



Em palco Raposo grita "Isso tudo é negócio...Velhos, jovens, crianças, homens e mulheres inocentes"

Uma vez Samora disse: A luta continua, e está a continuar mesmo. Foram todos apanhados numa armadilha...

...Que moram todos, cães raivosos.

Cá se faz, cá se paga.”


Uma guerra segundo a ONU revela que metade da população deslocada é constituída por crianças em cerca de ‘350 mil crianças.”



E, assim continua. "O Quanto de loucura e ganância é necessário para o ser humano privar ou até tirar a vida do outro"? (Moz24h)


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