Moçambique: Unicef espera chegar a zonas que têm estado inacessíveis


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O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) espera que o aumento da segurança permita em breve chegar a zonas que têm estado inacessíveis em Cabo Delgado, norte de Moçambique, disse hoje à Lusa o representante na província.


"Temos distritos onde o conflito é muito intenso", referiu Lúcio Melandri, apontando que "é muito difícil realizar intervenções nos distritos de Palma e Mocímboa da Praia", mas uma nova fase está em preparação.


Mocímboa foi libertada por tropas moçambicanas e ruandesas no início de agosto e o regresso da população a Palma tem crescido com a presença militar, preparando-se ajuda humanitária.


"Hoje, com a intervenção militar, a segurança está aumentando. Estamos planificando novas intervenções para assegurar que todos os serviços essenciais para a família e criança estejam garantidos", concluiu.


Entre os serviços importantes - além das garantias de alimentação, abrigo e saúde - está o registo de todos os menores.

O representante da Unicef em Cabo Delgado falava hoje em Pemba, capital provincial, num encontro de planeamento da resposta humanitária para a proteção da criança, evento que termina na sexta-feira.


O conflito armado entre forças militares e insurgentes em Cabo Delgado já provocou mais de 3.100 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e mais de 817 mil deslocados, de acordo com as autoridades moçambicanas.


A luta contra os insurgentes ganhou um novo impulso em agosto após a reconquista de Mocímboa da Praia, vila onde os rebeldes protagonizaram o seu primeiro ataque em outubro de 2017. NM

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