Moçambique tem as maiores reservas de gás natural da África sub-sahariana


Procura de gás vai levar a produção a duplicar em nove anos. Estudo revela que Moçambique tem também 7% das reservas de combustíves “líquidos” dessa região

WASHINGTON — A exploração de gás na África sub-sahariana deverá duplicar nos próximos 9 anos e Moçambique poderá será o maior produtor, revela um estudo efectuado pela companhia Rystad Energy publicado no portal OilPrice. Segundo os dados divulgados a produção de gás nessa região de África deverá duplicar de 1,3 milhões de barris equivalentes de petróleo (BOEPD na sigla inglesa) o ano passado para um total de 2,7 milhões de BOEPD em 2030. “Com a procura global de gás a continaur a aumentar e com os países importadores a sofrerem de dores de cabeça devido a problemas de fornecimentos, as perspectivas de produção na região são prometedoras”, diz o estudo que acrescenta que a produção em águas profundas continuará a crescer na década de 2030 duplicando no espaço de cinco anos para 2,1 milhões de BOEPD até 2035 o que será 46% da esperada produção total de gás de 4 milhões de BOEPD da região. Os investimentos dirigidos à produção de gás deverão ascender a quase 40.000 milhões de dólares até 2030 com 24.000 milhões dirigidos a projectos em águas profundas. “A produção de gás natural na África sub-saharina tem sido históricamente baixa mas isso deverá mudar devido a descobertas significativas em águas profundas não desenvolvidas em países como Moçambique, África do Sul e Mauritânia” diz o estudo que afirma que projecto da Total em Moçambique deverá começar a produzir em 2028 numa área onde existem reservas de 2.300 milhões de BOE. Moçambique revela o estudo tem 52% de todos os recursos recuperáveis na zona. No que diz respeito à produção de combustíveis “líquidos”o estudo diz ainda que existem em Moçambique reservas “significativas” que constituem 7% do total dessas reservas nessa região de África. A produção na África sub-sahariana deverá atingir os cinco milhões de Barris Por Dia em 2035. “Cerca de 40% dos recursos recuperáveis em água profundas na região são líquidos dos quais 33% na Nigéria e 31% em Angola”, diz o estudo que acrecenta: “O Gana e Moçambique são dois outros países com recursos significativos não explorados, constituindo 8% e 7% respectivamente nas reservas de líquidos em águas profundas”, acrescenta o documento que avisa contudo que projectos de águas profundas na África sub-sahariana são “arriscados” devido a questões relacionadas com custos, acesso a financiamento e “outros riscos no terreno”. (VoA)

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