Moçambique suspendeu 30 mil contratos de trabalho


A Confederação Moçambicana das Associações Económicas, CTA,  disse que registou uma redução de 65% da actividade empresarial no primeiro semestre devido à pandemia.

Um estudo divulgado na passada quinta feira, a (CTA) revela que, devido aos efeitos da pandemia de Covid-19, a actividade empresarial em Moçambique reduziu em cerca de 65% e o índice de robustez empresarial em cerca de 49%.

Segundo o presidente interino da CTA, Álvaro Massinga, o sector empresarial registou perdas de facturação no primeiro semestre do ano estimadas no correspondente a cerca de 453 milhões de dólares.

“Considerando a evolução da pandemia e a dinâmica económica que se projecta para o segundo semestre do ano, estima-se que o volume de perdas de facturação do sector empresarial em todo o ano 2020 poderá ascender a aproximadamente 951 milhões de dólares, o que corresponde a cerca de 7% do PIB ( Produto Interno Bruto)”, disse Massinga

Suspensão de contratos

Ainda no primeiro semestre foram suspensos 30 mil contratos de trabalho, números que podem atingir até ao final do ano os 63 mil, representando 11% da massa laboral empregue no sector privado em todo o país.

Com vista a estimular a actividade económica, o Governo adoptou no primeiro semestre um conjunto de medidas, mas Àlvaro Massinga disse que “em grande parte estas medidas não geraram o impacto que se esperava no sector”.

“Para a melhoria deste cenário, propõe-se a adopção de um novo quadro de medidas que responda efectivamente aos desafios que a pandemia impõe ao sector empresarial e à economia em geral”, propôs.


Proposta dos empresários

A proposta da CTA inclui o alargamento da abrangência da medida referente ao adiamento dos pagamentos por conta do imposto sobre o rendimento de pessoas colectivas (IRPC), bem como da redução do custo de electricidade, e a implementação efectiva da medida sobre a compensação dos créditos do Imposto de Valor Acrescentado (IVA).

A CTA defende também a reabertura dos centros de atracção turística e a adopção de outros incentivos específicos para o sector da hotelaria e turismo, o mais afectado pela pandemia no país, tendo atingido uma retracção da sua actividade em mais de 75% só no primeiro semestre do ano.

Aquela organização quer ver igualmente reforçadas as linhas de financiamento a actividade empresarial sublinhando que as actuais cobrem apenas 5% das necessidades totais do sector.

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