• estaciosvaloi

Moçambique já assinou o acordo que permite o desembarque das forças da SADC no território nacional



O início de desembarque de militares da SADC estava prevista para a última quinta-feira, 15 de Julho, mas foi adiado à última hora supostamente porque Moçambique ainda não tinha assinado o acordo que viabiliza a implantação da força da região no território nacional. Na quinta-feira, o Ministro da Defesa Nacional garantiu à agência France Presse (AFP) que o Governo já tinha enviado ao Secretariado da SADC o Acordo sobre o Estatuto das Forças da região.


O início da chegada da missão da Força da SADC em Estado de Alerta a Moçambique estava previsto para a última quinta-feira, 15 de Julho, segundo informação que constava da carta da Secretária Executiva da SADC, Stergomena Lawrence Tax, enviada ao Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, há uma semana. Além de informar o líder das Nações Unidas sobre o envio de uma força regional para apoiar Moçambique na luta contra o terrorismo e o extremismo violento em Cabo Delgado, o Secretariado da SADC pediu que António Guterres partilhasse a informação com o Conselho de Segurança das Nações Unidas.


Entretanto, a SADC viu-se obrigada a adiar o início de desembarque de militares da Força em Estado de Alerta devido a “empecilhos de última hora” que levaram Moçambique a atrasar a assinatura do Acordo sobre o Estatuto das Forças com o bloco regional. A assinatura do referido acordo é considerada indispensável para que as tropas do exército de um País estrangeiro se juntem a uma missão local.


“Até à noite passada (noite de segunda-feira) esse acordo não havia sido assinado. É um documento legal que se não for assinado impede a implantação da força da região e isso não tem nada a ver com as supostas tensões políticas entre a África do Sul e Moçambique”, explicou a Ministra da Defesa da África do Sul, NosiviweMapisaNqakula.


Não eram conhecidas as razões que levaram o Governo de Moçambique a atrasar a assinatura do acordo que viabiliza o desembarque de cerca de três (3) mil militares da SADC em Cabo Delgado, cuja missão deverá durar três (3) meses, com um orçamento de 12 milhões de dólares. Os peritos militares que planearam a intervenção da SADC em Moçambique tinham proposto que a Força em Estado de Alerta fosse comandada por um major-general sul--africano, tendo um coronel de Botswana como vice-comandante.


Entretanto, tudo indica que o Governo de Filipe Nyusi prefere que a missão da SADC seja liderada ou por generais do Zimbabwe (País cujas Forças Armadas têm um histórico de intervenções em Moçambique) ou por generais das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). Mas essa pretensão enfrenta uma forte oposição da África do Sul, que desconfia da capacidade dos generais moçambicanos de liderar as operações militares da força conjunta da SADC.


Na quinta-feira, o Ministro da Defesa Nacional, Jaime Neto, garantiu à agência francesa de notícias France Press (AFP) que o Governo havia apresentado um pedido oficial de intervenção militar em Moçambique aos Estados membros da SADC para conter o terrorismo e o extremismo violento em Cabo Delgado. O “pedido de intervenção da SADC em Cabo Delgado foi formalmente finalizado”, disse Jaime Neto, acrescentando que o Governo já tinha enviado o acordo sobre “Estatuto das Forças” assinado ao Secretariado da SADC na quarta-feira. “O documento já foi assinado e deve ter chegado a Gaborone”.


Na entrevista, o Ministro da Defesa Nacional disse ainda que a SADC já tinha enviado quatro (4) oficiais para estudar a situação e resolver a logística, mas ainda não havia informações sobre o número de soldados que serão enviados por cada Estado da organização regional.


103 visualizações0 comentário