Moçambique e Malawi debatem agenda comum de Defesa e Segurança


Delegações de Moçambique e do Maláui estão reunidas a partir de hoje e até sábado para debater a agenda comum de Defesa e Segurança e analisar a evolução da cooperação bilateral, anunciou o Governo moçambicano em comunicado.

A agenda da XIII Sessão da Comissão Conjunta Permanente de Defesa e Segurança (CCPDS) dá destaque "aos últimos desenvolvimentos políticos e de segurança com impacto nos dois países", refere-se num comunicado do Ministério moçambicano da Defesa Nacional, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM). Moçambique estará representado pelo ministro da Defesa, Jaime Neto, e pelo ministro do Interior, Amade Miquidade. A reunião ministerial terá lugar no sábado e será antecedida de reuniões de peritos, hoje e quinta-feira. Os conflitos armados no norte (Cabo Delgado) e centro de Moçambique são os que centram maior atenção na atualidade sub-regional. As fronteiras entre Moçambique e o Maláui são também notícia, com frequência, devido a casos de emigração ilegal. Uma das situações que chocou o mundo ocorreu em março, quando 64 etíopes foram encontrados mortos dentro do contentor de um camião oriundo do Maláui. Em outubro, a justiça moçambicana condenou a oito e nove anos de prisão dois dos sete réus no caso. A comissão conjunta que se reúne a partir de hoje é um fórum criado pelos dois países com o objetivo de "dinamizar a cooperação bilateral, procurar soluções para problemas comuns e garantir maior aproximação e confiança" nas áreas de Defesa e Segurança. A violência armada em Cabo Delgado está a provocar uma crise humanitária com cerca de 2.000 mortes e 435.000 pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos suficientes - concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba. No centro, conflitos com guerrilheiros dissidentes da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), oposição, já provocaram 30 mortos no último ano. (LUSA)

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