Mirko Manzoni escreve sobre a morte de Mariano Nhongo


Por Mirko Manzoni


Hoje, recebemos a informação de que o líder da autoproclamada Junta Militar da Renamo (JMR), Mariano Nhongo, foi morto na sequência de uma ofensiva liderada pelas Forças de Defesa e Segurança de Moçambique (FDS) na província de Sofala, distrito de Cheringoma, no centro do país. Há mais de dois anos que procuramos estabelecer relações com Nhongo e encorajámo-lo activamente a regressar ao processo de desarmamento, desmobilização e reintegração (DDR). Na sequência dos sólidos progressos feitos até à data neste processo e da recente deserção pelos principais membros da JMR, esperávamos que a situação tivesse sido resolvida de forma pacífica. Embora este seja um fim lamentável para a situação, reconhecemos os consideráveis esforços do Governo no sentido de recorrer a meios pacíficos para devolver a estabilidade à zona centro de Moçambique. Foram repetidamente abertas oportunidades para utilizar o diálogo em vez da violência, no entanto, estas revelaram-se infrutíferas. Neste momento, o nosso pensamento está com o povo moçambicano, em particular o da zona centro, e reiteramos o nosso compromisso de apoiar os esforços destinados a trazer uma paz definitiva ao país. Este acontecimento não nos dissuadirá na busca pela paz, devendo servir para nos juntarmos e redireccionarmos os nossos esforços com vista a permitir que os restantes combatentes se juntem ao processo de DDR e se juntem a uma vida de paz.


Mirko Manzoni Enviado Pessoal do Secretário-Geral das Nações Unidas para Moçambique e Presidente do Grupo de Contacto

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