Ministro do Interior quer uma execução livre de corrupção


O Ministro de Interior, Amade Miquidade, fez essa exigência, semana passada, durante a sessão de abertura do X Seminário Nacional de Planificação, Orçamentação, Monitoria e Avaliação (SENAPLOMA), alargado aos Técnicos de planificação, gestores financeiros, de recursos humanos, e de monitoria e avaliação de diferentes áreas do Ministério do Interior.

O evento tinha como objectivo harmonizar o sistema financeiro através de uma interacção conjunta, tendo em conta a nova abordagem do Sistema Financeiro Nacional. Falando durante a abertura do seminário, o Ministro do pelouro, Amade Miquidade, instruiu aos técnicos presentes a debaterem e a traçarem planos tendo em conta as linhas de orientação do actual Plano Económico e Social de Orçamento de Estado (PESOE), que orienta a elaboração de instrumentos financeiros na plataforma electrónica.

“Este desiderato impõe-nos, como Ministério do Interior, a harmonização dos procedimentos internos de planificação, orçamentação, monitoria e avaliação de acordo com a nova metodologia introduzida no ciclo nacional de planificação”, explicou.

O Ministro sublinhou ainda que os gestores das finanças e de recursos humanos devem estar atentos às práticas de corrupção e prontos para denunciar caso de algum indício. “A monitoria humana e comportamental é da responsabilidade de cada um de vós, não importando a posição hierárquica ou a nossa relação com o infractor. Devem sempre estar atentos às práticas corruptas, e o vosso empenho e profissionalismo devem estar em alerta para identificar, denunciar e evitar actos danosos aos recursos de Estado”, frisou.

Mais em diante, o dirigente advertiu que, durante a execução das actividades financeiras, nenhuma despesa deve ser assumida, ordenada ou realizada sem que esteja inscrita no PESOE aprovado, mas a que tenha cabimento na correspondente verba orçamental e seja justificada quanto à sua economicidade, eficiência e resultados, embora Miquidade tenha reconhecido que o exercício profissional virado à Ordem e Segurança Públicas pode fazer com que surjam actividades não planificadas e/ou dos comandos superiores, que requerem uma resposta pontual.

Para tal, instruiu aos planificadores a encontrarem soluções, primeiro, internamente e, se necessário, junto do Ministério da Economia e Finanças ou parceiros de cooperação. Refira-se que o seminário decorre no distrito de Manhiça, província de Maputo e tem duração de três dias.

Fonte: Semanário do Agente

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