Ministério da Cultura e Turismo lança projecto “Arte no quintal”


Estacio Valoi


Muitas áreas de penumbra perante num projecto de cinco milhões de meticais cujo objectivo fundamental é apoiar financeiramente artistas moçambicanos a perpetuar uma continua realização de concertos com alternativa via rede social com transmissões online via Facebook, Youtube e Instagram perante a pandemia do COVID-19.

Foi assim que recentemente o Ministério da Cultura e Turismo, em parceria com a UNESCO, o banco ABSA, e a Galeria do Porto de Maputo a 11 de Maio lançaram o projecto Arte no Quintal

Segundo os promotores da iniciativa o projecto vai beneficiar directamente os artistas forçados a estar no quintal devido a pandemia e, o estado de emergência imposto, factores que impedem a realização normal das suas actividades, reduzindo a seu ritmo de produtividade e menos remuneração.

Segundo organizadores, encontram nesta iniciativa uma alternância para catapultar a actividade dos fazedores da cultura e com remuneração “encontrando nesta iniciativa uma alternativa ao seu trabalho, com alguma remuneração” e, ‘ a iniciativa abrange todas as manifestações artísticas (música, dança, stand up comedy, cinema, literatura, exposição de artes plásticas, moda, vídeo clipes), e a transmissão será aos fins-de-semana.”

Ainda na ocasião do lançamento da iniciativa a Ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, disse que o lançamento do projecto é um contributo necessário às Industrias Culturais e Criativas, aos criadores, cientes de que não é a solução para todos os problemas nesta área, mas parte das inquietações dos artistas terão resposta através desta iniciativa.

Relembrar que o presidente Filipe Jacinto Nyusi decretou o estado de emergência para que de alguma forma todos fiquem em casa, no quintal.

Mas nem todos, como no preceito desta iniciativa foram postos, estão no quintal como se pretende pelos organizadores “ minimizar o impacto negativo da COVID-19 na área da cultura e despertar um movimento cultural solidário de apoio a todos afectados pela pandemia.

Segundo artistas moçambicanos entrevistados pelo Moz24h esta iniciativa já vem carregada de incongruências mesmo antes do seu lançamento que veio ser lançado casa de ferro em Maputo a Ministra Eldevina Materula,

‘ Ontem mesmo já havia bandas pré seleccionadas e ninguém sabe quais foram os critérios de selecção destas bandas. A Galeria do Porto de Maputo aparece como parceira do projecto e uma empresa chamada Tribu SA que faz gestão da Galeria, representada pelo proprietário Benizario (Ben) António a qual também faz a gestão deste fundo do projecto Arte no quintal.”

Pelo mundo artístico pairam nuvens-cúmulos “Ninguém sabe como este projecto que foi lançado como um projecto público privado, vai funcionar.” Como de praxe habitual anormal normalizada e, os artistas cientes da realidade podre, sem pestanejar alegam que em seu nome os organizadores e ou alguns já tem os seus sacos azuis criados. “Estão a usar nome dos artistas para mais uma vez se fazer um saque de dinheiro. Fala-se de 5 milhões de meticais que serão desembolsados para este projecto. Não se fez nenhum concurso. Está tudo as escuras, não existe nenhum edital para a submissão de projectos. Pelo menos pelo que saiba para este mês de maio já está fechado mas já existem artistas agendados.”

Não são poucas as inquietações dos fazedores da cultura. Fazendo referência ao dia depois do lançamento, aos organizadores da iniciativa questionam. “O programa foi lançado ontem. Como é que esses artistas fizeram as suas candidaturas. O processo não está nada transparente

Senhora Ministra Materula quando é que as portas do quintal abriram? (Moz24h)

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