Mariano Nhongo, lider da JMR ameaça atacar empresas internacionais


Num audio viralizado desde o final da tarde de ontem, o líder da auto-proclamada junta militar da RENAMO, Mariano Nhongo ameaça atacar empresas internacionais.

Nhongo, que se encontra naquilo que se convenciou chamar de "parte incerta" falou por telefonecom jornalistas baseados na cidade da Beira, alegadamente para reagir a investidura dos deputados da Assembleia da República.

“Estou apelar aos empresários internacionais para não achar mal a junta militar amanhã. Cuidem bem das vossas empresas, das vossas máquinas e das vossas vidas. A junta militar está aqui em Moçambique e nunca dará espaço a governação da FRELIMO. Apelamos aos empresários internacionais para tomarem conhecimento de que Moçambique não está bom”. O recado é dirigido às mineradoras porque fez referência a empresas com minas e as principais detentoras de minas estão na região centro onde já há se somam várias incursões militares atribuídas a homens armados liderados por Nhongo.

  Nhongo falou também do negócio de madeira, denunciando que tem assistido diariamente o escoamento de quantidade enorme de madeira destinada a mercados internacionais mas o benefício tem sido para uma minoria.

 “A junta militar nunca vai tolerar a continuidade desse ambiente aqui em Moçambique”.


Junta militar nega reconhecer deputados que tomaram posse


 Mariano Nhongo disse que a junta militar por si liderada não reconhece os deputados que tomaram posse. Disse também que a junta militar não reconhece Filipe Nyusi como presidente de Moçambique.

 “Quem tomou posse é inimigo da junta militar, é inimigo da RENAMO. Hoje eu conclui que Afonso Dhlakama morreu sem governar devido a lambe-botas deputados. Eles deixaram os militares que estão no mato a sofrer, sem sapatos, sem comida... para correr ir tomar posse. São pessoas que aproximam a RENAMO para explorar, para enriquecer e deixar os donos da RENAMO na pobreza”.

 Mariano Nhongo considera que a FRELIMO não está a cumprir no espírito e letra os entendimentos que foram alcançados antes da morte de Afonso Dhlakama.

 “A FRELIMO sabia antes da morte de Afonso Dhlakama que iria receber homens militares da RENAMO para enquadramento e desmobilização, e isso era do conhecimento de cada moçambicano. Mas a FRELIMO manipulou isso, talvez pensou que quem podia conseguir assegurar isso fosse o Dhlakama sozinho. Esquece-se de que Dhlakama está junto com o povo e a junta militar está também junta com o povo.

 “Não nos achem mal. Eu não sou bruto, só não fui à escola. Se habituaram enganar o Afonso Dhlakama, eu sou Nhongo e não Dhlakama” – concluiu. (Moz24h)

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