Mariano Nhongo ataca e promete não parar


Dois ataques na passada terça-feira na zona de Zimpinga, na Província de Manica, são o último saldo das incursões armadas protagonizadas por elementos da Junta Militar Renamo, dirigida por Mariano Nhongo.

O presidente da Junta Militar da Renamo falou a jornalista via telefone e prometeu que, “ se o governo mandar parar a campanha eleitoral e suspender as eleições não haverá sequer um tiro”. Esta reivindicação do líder da Junta Militar da Renamo, está muito longe de poder ser satisfeita. A campanha eleitoral segue no seu vigésimo dia e só uma catástrofe pode impedir que as eleições aconteçam no dia 15 de Outubro.

Poque as suas reivindicações não estão a ser atendidas Mariano Nhongo promete que a Junta Militar da Renamo que vai continuar a disparar. “ A JMR não se iguala ao falecido presidente da Renamo que era paciente. Quem não nos ouve apanhará tiro, que pode atingir qualquer um, jornalista, administrador, governador e outros”, ameaçou Nhongo.

Mariano Nhongo acusou o governo de estar, em última análise, a “mandar disparar” porque segundo ele, “ não está a aceitar a nossa exigência e muito menos negociar connosco”. Uma das principais reivindicações da Junta Militar da Renamo é que Osssufo Momad não seja reconhecido como líder da Renamo e que o Acordo de Paz Definitiva seja considerado nulo. A Junta Militar da Renamo também quer protagonismo no processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração,DDR.


Falharam apelos da Renamo


Os últimos desenvolvimentos á volta da Junta Militar da Renamo, dirigida por Mariano Nhongo, são uma prova inequívoca de que falharam as tentativas da liderança da Renamo de aproximar as partes. No ínício da campanha da eleitoral, Ossufo Momad, apelou a Mariano Nhongo a “ regressar á razão” e a juntar –se ele para unir o partido.

Também Ivone Soares, chefe da bancada de Renamo na Assembleia da República, em algum momento, fez crer que o assunto da Junta Militar da Renamo teria uma solução interna e rápida. Ivone Soares, disse em discurso no Parlamento que Nhongo e seu grupo eram “ um problema interno” e que seria solucionado. Alías, algumas correntes da opinião acreditaram que o facto de Ivone Soares ser sobrinha do falecido presidente da Renamo, Afonso Dlhakama, poderia contribiur para aproximar Mariano Nhongo e seus seguidores a liderança de Ossufo Momad.

Mas os factos mostram que o assunto da Junta Militar da Renamo, já ultrapassou a Renamo e, parece ser algo que dever ocupar um lugar de destaque na agenda governamental. (Redacção)

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