Marcha de estudantes contra regalias de funcionários do Parlamento reprimida em Maputo


Um estudante foi detido e levado para a esquadra do Alto Maé


A Polícia da República de Moçambique (PRM) dispersou nesta terça-feira, 11, um grupo de cerca de três dezenas de estudantes da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) que marchavam em protesto, na Praça da Independência, em Maputo, contra as regalias recentemente aprovadas a favor dos agentes e funcionários parlamentares. Entre os manifestantes, um estudante, Valdo Nhamuneque, foi detido e levado para a esquadra do Alto Maé. A marcha iniciou de forma pacífica, com os manifestantes a empunharem cartazes em que se podia ler "Que tal mais regalias para Cabo Delgado?" e "Não ao roubo legalizado", entre outras frases.

Minutos depois um forte e bem armado contingente policial dispersou a marcha alegadamente, por não ter sido autorizada pelas autoridades.

Os estudantes, no entanto, dizer ter comunicado às autoridades a realização da marcha.

Apesar de dispersos, os estudantes seguiram em silêncio até à Assembleia da República, mas encontraram um bloqueio policial na Avenida 24 de Julho, que dá acesso ao Parlamento.

Ontem, uma convocatória nas redes sociais, da Comunidade de Estudantes da UEM, convocava uma "manifestação pacífica contra as regalias exacerbadas aprovadas pela AR".

O estatuto, que ainda precisa ser aprovado na especialidade antes de regressar à plenária, prevê regalias como "subsídio de atavio" para funcionários e agentes parlamentares adquirirem roupas e adereços necessários ao protocolo de cerimónias em que participem. (VoA)

37 visualizações0 comentário