Marcelino dos Santos não tinha registos empresariais e propensão ao capitalismo em moda na Frelimo


“Consolidação continua da independência nacional, da ordem democrática popular e a construção do socialismo” - Objecto social do Partido Frelimo


Há dias o Centro de Integridade Pública (CIP) uma vibrante Organização da Sociedade Civil deu conta da propensão empresarial da familia presidencial. Em cinco ano, a familia de Filipe Nyusi, segundo a pesquisa d CIP. triplicou os seus registos. O Moz24h fez uma visita a génese estatutária do partido Frelimo, onde aferiu que o partido no poder está mergulhado em contradições ideológicas até ao pescoço no que diz respeito ao seu “objecto social”, e a prática actualmente consubstanciada nas alianças económicas que se vão estabelecendo entre “camaradas”. Com a introdução do texto mãe de 1990, a Constituição da República de Moçambique, ficou aberto o caminho para aqueles que já tinham pretensões “capitalistas” no tempo em que ainda se acreditava, aportar-se no “socialismo cientifico”. O sistema do Capitalismo era como o demónio naqueles tempos. A Frelimo registou-se como partido no dia 19 de Agosto, (Vide Boletim da República (BR) III Série Nº 43 – de 23 de Outubro de 1991) – Entre os propósitos declarados, os membros de proa de partido, que em tempos recentes professavam a religião «Marxista–Lenenista», agora têm outro Deus: O Capital.

Assinam os estatutos da Frelimo pela seguinte ordem: Joaquim Chissano, Marcelino dos Santos(recém falecido), Alberto Joaquim Chipande, Jorge Rebelo, Mariano de Araújo Matsinhe, Jacinto Soares Veloso, Mário Fernandes da Graça Machungo (recém falecido), Pascoal Manuel Mocumbi, Eduardo da Silva Nihia, Feliciano Salomão Gundana e Rafael Benedito Maguni,(também falecido).Uma pequena visita aos empreendimentos da "Turma A" de 1991, aos dias correntes apenas se“salvam-se”, Marcelino dos Santos e Jorge Rebelo. Os dois não fazem parte do novo organograma empresarial ora estabelecido com os adventos do capitalismo que pelos vistos não coube no famoso túmulo então advogado pelo primeiro hino nacional. Sectores próximos da Frelimo acreditam nessas duas figuras como sendo os “continuadores fiéis” da causa inicial: “A construção do socialismo” rumo ao “comunismo cientifico”. (LN)

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