Maravilhas e desafios dos arquipélagos juntam especialistas em Maputo


A cidade de Maputo acolheu esta terça-feira, um fórum intitulado “Maravilhas e Desafios da maior área marinha de conservação em Moçambique”, que contará com várias apresentações sobre o arquipélago das Primeiras e Segundas que cobrem extensas áreas da nossa costa abrangendo as províncias da Zambézia e Nampula. O evento é coordenado pela WWF em parceria com a Fundação para a Conservação da Biodiversidade - BIOFUND.


A anteceder o fórum, realizou-se a Assembleia Geral da BIOFUND, uma instituição privada nacional de utilidade pública que todos anos, organiza um acto público para tratamento de temas relevantes para a comunidade da conservação.

Declaradas “Área de Protecção Ambiental” pelo Decreto 42/2012 do Conselho de Ministros, as ilhas Primeiras (5) e Segundas (5) estendem-se por uma vasta área da costa moçambicana, abrangendo os distritos de Pebane, Angoche e Moma, nas províncias da Zambézia e de Nampula.

Com uma superfície de 1.040.926 hectares e uma faixa terrestre de 205 quilómetros esta é a maior área de conservação marinha do nosso País e uma das maiores do Continente Africano.

A biodiversidade das Ilhas Primeiras e Segundas têm sido objecto de muitos projectos de investigação científica, o último dos quais, levado a cabo pela UP-Maputo há cerca de um mês, com participação de cientistas estrangeiros.

O fórum vai permitir uma maior divulgação dos resultados dessa actividade e permitirá também, um melhor conhecimento dos desafios que a exploração dos seus recursos minerais igualmente presentes naquelas ilhas, como as areias pesadas e os hidrocarbonetos, representa ou pode vir a representar.

As Ilhas Primeiras e Segundas configuram mais uma ilustração do tema, que vai ser tratado no fórum da Assembleia Geral da BIOFUND em 2019 sobre a sempre presente necessidade de harmonizar o desenvolvimento e a conservação.

Sublinhe-se que no ano passado, a BIOFUND ocupou-se do debate sobre o tema “Harmonização do Desenvolvimento e a Conservação da Biodiversidade” buscando experiência internacional, com a discussão do enquadramento legal da aplicação da hierarquia de mitigação e dos contra balanços da biodiversidade em Moçambique.

Em 2016, a área de interesse foi a parte moçambicana dos chamados “Sistemas Afromontanhosos”.

O tema escolhido para o fórum, que complementou a Assembleia Geral da BIOFUND, foi o dia-a-dia da expedição científica ao Monte Namuli, mostrado num documentário de longa-metragem “Namuli”, da conservacionista americana Majka Burhadt.

Nesta expedição, em que participaram cientistas de várias nacionalidades, fez-se a descoberta para a ciência de novas espécies de flora e de fauna, o que permitiu a discussão de importantes questões da conservação dos delicados ecossistemas no sopé e nas encostas do Monte Namuli.

Em 2017, o fórum debruçou-se sobre o Hot-spot da biodiversidade Maputaland-Pondoland-Albany, uma área de grande biodiversidade e excepcional riqueza paisagística.

Esta área estende-se desde a costa de Kwa-Zulu Natal, na África do Sul, e vai até ao Xai-Xai, no nosso País, passando por uma parte do território de E-Swatini.

Além das apresentações feitas por cientistas nacionais, a BIOFUND contou com a participação de uma delegação de E-Simangaliso, uma área de conservação sul-africana localizada em Kwa-Zulu Natal.

Contudo, sabe-se que a Fundação para a Conservação da Biodiversidade – BIOFUND é uma instituição financeira de direito privado, sem fins lucrativos, com estatuto de utilidade pública, que tem por objectivo financiar a conservação da biodiversidade em Moçambique.

8 visualizações

Subscreva a nossa Newsletter

  • facebook

Ficha técnica

Director Editorial: Luís Nhachote (+258 84 4703860)

Editor: Estacios Valoi 

Redaçao: Germano de Sousa, Palmira Zunguze e Nazira Suleimane

Publicidade: Jordão José Cossa (84 53 63 773) email jordaocossa63@gmail.com

 

NUIT: 100045624

Nr. 149 GABIFO/DEPC/2017/ MAPUTO,18 de Outubro  

Endereço Av. Cardeal Don Alexandre dos Santos 56 (em Obras)

© By BEEI