Manuel Guilherme Júnior distancia-se do "G15"



O Jurista e Professor Doutor Manuel Guilherme Júnior é a segunda figura pública a se distanciar da lista do G15 que começou a circular no final da passada segunda feira nas redes sociais. A primeira figura a tomar posição foi o analista politíco Dércio Alfazema, do Instituto para Democracria Multipartidária (IMD).

No documento intitulado: “Julgamento das Dividas ocultas: da politização a gestão da crise” e com o indicativo de alegadamente ter sido produzido pelo gabinete de comunição e imagem do partido Frelimo, o mesmo indica 15 nomes de inveterados defensores da organização mesmo quando esta navega em águas turvas.

As cópias desse documento que viralizou explica que a tarefa dos 15 e já agora 14, é de no horizonte temporal de Agosto a Dezembro entre outros “Organizar, estruturar e traduzir toda a documentação existente oficial do processo de Londres e outra forma organizada para que se possa usar mensagens positivas a favor do partido Frelimo; Criar narrativas com a imprensa internacional, fazer um trabalho de influenciar as peças diárias, recomendar comentadores; criar um task force de intervenção rápida na rede social Facebook (defender nomes e protidão)”. Constam dessa lista os nomess dos cidadãos Caifadine Manasse (deputado porta voz do partido Frelimo), o jurista e criminalista Elidio de Sousa, o comentador Julião Arnaldo, Alexandre Jorge Mano, Agy Abdul Amade, Edson Munguambe, o historiador Egidio Vaz, Pedro Guiliche, Dércio Alfazema, o jurista Manuel Guilherme Junior, o jornalista e jurista José Belmiro, o jornalista Gustavo Mavie, o fisico Julião João Cumbane, o jornalista Moisés Mabunda, Roberto Lamba (tete) e Zefanias Namburete (Sofala). O jornalista Gustavo Mavie é o único que transita da empreitada do extingo G40 que serviu os propósitos de evocação a governação do final do mandato de Armando Emilio Guebuza. O historiador Egidio Vaz foi um acérrimo critico do G40.


A posição de Manuel Guilherme Jr


"Nota de Esclarecimento


Circula nas redes sociais um documento com o título: Julgamento das dívidas ocultas: da politização à gestão de crise. Neste documento, consta o meu nome referido como um dos recursos humanos disponíveis para a implementação da estratégia nela concebida. Sobre este documento gostava de esclarecer que desconheço na sua íntegra quer a sua proveniência, objectivos e circunstâncias em que mesmo foi desenhado. Mais, em nenhum momento anui que o meu nome fosse colocado e muito menos que estivesse em condições de cumprir a agenda do documento em causa.


Maputo aos 25 de Agosto de 2021


Manuel Guilherme Júnior"


Manuel Guilherme Junior é Doutarado em Direito Pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM), um curso oferecido em colaboração com a Universidade de Lisboa. É Mestre e Pós-Graduado em Direito Comercial Internacional, pela Faculdade de Direito da Universidade de Macau (2008); Licenciado em Direito, pela Faculdade de Direito da UEM (2005). Foi Director da Faculdade de Ciências Sociais e Humanidades da Universidade Zambeze na Beira e Coordenador do Curso de Direito na Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica na Beira. É docente e investigador na Faculdade de Direito da UEM e Director do Centro de Estudos sobre o Direito da Integração Regional da UEM. Publicou o Manual de Direito Comercial Moçambicano Vol. I (2003), Maputo, Escolar Editora em Maputo. É igualmente autor de vários artigos como: Protecção Jurídica do DUAT em Moçambique (2011), Revista da Faculdade de Direito da Universidade de Macau; Acordos Multilaterais Ambientais e a Facilitação do Comércio Internacional (2014; The COMESA- SADC-EAC Tripartite Free Trade Area: New Regionalism and Lessons from the European Union (2016), Way-ZEI Paper nr. 29, Center for European Integration Studies. É membro do Conselho Universitário desde 2012. (Moz24h)

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